Por algum tempo, eu andei perdida, eu andei sem rumo. Fiz algumas bobagens, cometi alguns erros. Andei sem saber o que fazer, andei querendo fazer demais. A estrada havia se tornado perigosa demais para uma donzela solitária. O sol que iluminava meu caminho havia sido substituído por uma tempestade terrível que me impedia de ver adiante.
Mas não há existe tempestade que dure para sempre. A caminhada continuava, mesmo que agora em ritmo mais lento. Afinal não importa a velocidade, se você sabe exatamente para onde está indo. Os espinhos eram capazes de rasgar a pele, mas não de impedir a passagem.
E um dia a persistência teve seu preço: o sol se abriu e os espinhos se encolheram. O vento tratou de limpar as folhas que insistiam em cobrir o chão e as nuvens que me impediam de ver adiante. Estava tudo bem. Eu continuei caminhando apesar das dificuldades e agora estava tudo bem de novo. Finalmente estava tudo bem. Eu estava livre para seguir o meu caminho com tranquilidade. 

Beijos
S.S Sarfati

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