Hoje é o último dia das minhas férias. Estou a poucas horas de ter que ir dormir (sem sono, lógico). Dá para acreditar, voltar em plena quinta feira? Quando perguntei o por que, me disseram que era para eu me acostumar a ter apenas 30 dias de férias. É uma lição sofrida admito, mas necessária. Acho que esse é o meu primeiro pé no mundo adulto. Ou será que já fiz isso e nunca percebi ao certo?
Voltando hoje para o primeiro dia das férias percebo o quanto eu estava animada para esse um mês de descanso por achar que durante esse mês sem escola, eu poderia ser livre e fazer o que quiser. Eu tinha todas as opções do mundo e não havia sonho que eu não pudesse começar a realizar nessas férias. Eu poderia ser eu mesma, ser quem eu sempre quis ser. Mas melhor do que isso me aconteceu: eu me perdi nessas férias. Eu fiquei completamente perdida nessas férias e não me arrependo nada. Nem um pouco.
Eu me perdi a medida que me achei. Conforme as respostas das minhas antigas perguntas iam sendo descobertas, novas perguntas iam surgindo. E eu finalmente parei de achar que isso fosse algo ruim.
É um ciclo vicioso, mas que eu percebi que era o que me mantêm viva. Aprendi também que não posso fugir de quem eu realmente sou lá. Não posso negar minhas folhas, assim como não posso negar minhas raízes.Eu passei tanto tempo aprendendo a aceitar minhas folhas que  esqueci que para elas estarem lá as raízes tiveram que vir primeiro.
Eu li nessas férias. Eu dormi nessas férias. Eu escrevi nessas férias. Eu assisti séries nessas férias. Eu vivi nessas férias. Apenas espero não me esquecer de como faz isso agora com a escola de volta. Aprender a viver é precioso demais para não fazermos isso o ano todo. Não dá para ser feliz uma única vez por ano.

Beijos
S.S Sarfati

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