Descobri esse ano que dia vinte e cinco de julho é dia do escritor e confesso que fiquei  bastante surpresa com a minha descoberta. Surpresa por que não é como se ser escritor fosse uma escolha que determinadas pessoas fazem em determinado momento da vida, está mais para um poder que essas pessoas descobrem que têm e que precisam usá-lo para lutar contra as forças do mal custe o que custar. Em outras palavras, não se vira escritor, nasce escritor.
O escritor vira refém da própria arte, das ideias, dos cenários e principalmente dos personagens que passam a ter vida própria dentro da cabeça do escritor e não há nada que ele possa fazer para detê-los. Escritores são verdadeiros Dr. Frankenstein e suas histórias e ideias o próprio monstro.
Escritores são pessoas a beira da loucura o tempo todo, também, imagine só ser uma pessoa com várias outras pessoas dentro de si. Pessoas as vezes muito diferentes umas das outras, muito diferente do autor em si. São pessoas que carregam vários pensamentos em um só, várias visões dentro de uma e vários significados em apenas uma palavra. 
Mas se tem algo que esse tipo de sujeito sabe fazer é amar. E como ama! Sujeito apaixonado, mas não do tipo que se apaixona e se afoga em meio as paixões. Se apaixona racionalmente, matando sempre que necessário. E por quem um escritor se apaixona? Pelos seus personagens, é claro. Todos os dias ele se apaixona pelos seus personagens. E depois os ama. É um convívio muito intenso com aqueles sujeitinhos invisíveis para que a paixão não se transforme em amor.

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