Era verão então não importava se Cory e Max estivessem andando com as roupas encharcadas pois elas logo iriam secar. Conduzida por Cory, Max estava de volta à casa onde estivera horas antes. 
-Eu achei que você iria fazer alguma bobagem. Tipo tentar pular de algum lugar alto ou coisa assim. Fico feliz que esteja bem - disse Jay.
-Eu não sou do tipo.
-Então parece que a água estava boa, hein? Vocês dois se divertiram? 
-Estava sim, nada melhor do que um 'tchibum' na água para relaxar. 
-Max, não tem por que você ficar tão tensa. - começou Jay - Quero dizer, tem sim, mas você vai continuar vivendo sua vida normalmente sabe? Você não vai, ou pelo menos não deveria, parar sua vida para ir atrás de informações ou pistas. Você ainda é a Maxine de antes, com obrigações e deveres. A única coisa que mudou é que você sabe de coisas que antes você não sabia.
-Então tecnicamente ela não é a mesma Max de antes, se ela sabe mais agora do que antes - interrompeu Barry.
-Deu para entender o que eu quis dizer.
-Então você está simplesmente dizendo que mesmo depois de ter recebido um avalanche é para eu levar minha vida normalmente?
-Isso. Simplesmente por que não há nada a ser feito. Ao contrário do que os livros e filmes mostram, quando alguma coisa acontece nas nossas vidas o resto não congela até a gente resolver o que tem que ser resolvido. A gente vive o que tem que viver e resolve o que tem que resolver. Tudo ao mesmo  tempo.
-Pessoalmente eu sugiro que você se dedique as suas aulas que devem começar mais ou menos semana que vem, se não me engano.
-Por que o lance da escola? - perguntou Jay.
-Se tudo der errado ela pelo menos aprendeu alguma coisa. 
-O Barry tem razão e além do mais, nunca sabe-se aonde ela vai descobrir alguma coisa. Sabe, momentos acontecem o tempo todo e em todos os lugares.
-Isso é tão frustrante - disse Max sentando-se em uma cadeira enquanto apoiava a cabeça nas mãos - eu só queria resolver isso e ai seguir frente. Jay, como você consegue?
-Honestamente eu não sei. No começo era bem estranho, realmente muito estranho, mas com o tempo eu fui me acostumando que nem tudo estava ao meu alcance. Na verdade, eu me acostumei com o fato de que quase nada está ao meu alcance, mas que mesmo assim nada me impede de tentar alcançar.
-Veja pelo lado bom - disse Barry - você sempre terá a gente. O Cory por ser seu namorado, eu por ser um cara muito gente boa e a Jay, bem, a Jay você terá por que ela é legal também. E vocês têm várias coisas em comum: desde todas essas coisas das mães de vocês até o seu atual ser ex dela. 
-Vocês podem até se reunir para falar mal de mim se quiserem.
-Claro, enquanto fazemos trancinhas e pintamos as unhas.
-Por que não? - disse Jay - Não sei se eu vou gostar muito de você ou se você vai gostar muito de mim, mas nada nos impede de tentar se dar bem.
-Será que eu poderia conhecer sua mãe?
-Minha mãe? 
-É, só por curiosidade.
-Claro que sim. 
-Então, o que eu faço agora? 
-Bem, você pode ir para sua casa que é aqui do lado ou você pode ficar aqui um pouco mais.
-Eu acho que eu fico.
-Seu pai não vai ficar bravo?
-Por que ele ficaria? Ela tem dezessete anos e está fora até tarde durante as férias.
-Digamos que ele não gostou muito de mim quando nos conhecemos agora pouco.
-Já conheceu o sogrão então?
-Cala a boca cara. Eu acho que nós deveríamos beber algo.
-Eu realmente preciso de algo - disse Max.

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