Eu nunca consegui expressar com exatidão o quanto eu gosto de ter um blog. Não é como se eu conseguisse fama e fortuna com ele, mas eu gosto muito muito muito de ter algum lugar onde posso compartilhar meus pensamentos. É como se eles não coubessem em mim e eu precisasse de algum lugar onde eu pudesse expandi-los antes de me sobrecarregar, esse lugar é este blog. 
Outra coisa muito legal é que desde que eu não exclua nada que eu tenha escrito, tudo ficará aqui para sempre e é muito legal poder voltar um ou dois anos atrás e ver como eu pensava em determinada época. 
Esses dias voltei para onde eu estava exatamente a um ano atrás e para minha surpresa muitos dos pensamentos daquela época eram os mesmos que eu tenho hoje. Se os pensamentos e angústias daquela época eram as mesmas de hoje, por que atualmente me sinto tão incompleta e perdida em mim mesma? É exatamente assim que me sinto: perdida em mim mesma. Como se eu tivesse mergulhado em uma obscuridade particular. 
Ver que essa obscuridade não é novidade me acalmou bastante. É como se eu convivesse com um monstro, mas não soubesse que estava convivendo de fato com um. Saber que eu sou capaz de conviver com um monstro sem me afundar é ótimo. É muito bom encontrar forças em mim mesma em um momento de fraqueza, como se eu tivesse todas as respostas dentro de mim. Exatamente como minha amiga disse quando tatuou "abrigo", só que em inglês, na clavícula. Uma inspiração e tanto em um momento como este.
Se perder não é algo fácil ou tranquilo, na verdade, é bastante caótico e quase sem perspectiva de dias melhores, mas se tem algo bom em se perder é que depois que a fase obscura passa você nunca é o mesmo que você era antes. Por mais que você tente ser aquele quem um dia você foi, as suas novas experiencias, seus novos pensamentos e conclusões sobre a vida te transformaram de um jeito que não é como se você conseguisse voltar a ser quem você era antes de passar por tudo isso. Não é como se nós, seres humanos, tivéssemos um ponto de restauração.
Eu odeio esses períodos turbulentos os quais eu passo, mas sou grata que isso acontece. Sou grata que posso mudar pois isso significa que estou viva e não há nada melhor do que estar e se sentir viva.

Beijos
S.S Sarfati

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