Pessoalmente meu último ano não foi o ano mais fácil para mim. Desde Dezembro do ano passado minhas certezas mudaram e certas coisas foram verdadeiras bolas de neve na minha vida. Não gostei que tudo isso tenha acontecido, não foi fácil, mas agora entendo que foi melhor assim.
Por mais difícil que tenha sido lidar com o fato de que meu pai foi embora eu pude finalmente entender que ter ele por perto fazia mais mal do que bem. Estar com ele por perto não significava que estávamos bem nem que ele me amava. Foi bom tirar a pressão dos ombros de sempre tentar agradar ele. Resumindo bem, eu sou grata que ele tenha ido embora e tenha finalmente me deixado viver. 
Acho que a parte mais difícil foi deixar ser a família perfeita. Eu sei que nenhuma família é realmente perfeita, muito menos a que eu tinha, mas a ideia de que as pessoas nos consideravam "ideais" era muito tranquilizante. Pelo menos em algum aspecto da minha vida eu era ideal. E ao mesmo tempo era angústia em cima de angústia uma vez que eu sabia que aquilo tudo era meio que uma mentira. Recebi o remédio certo. 
Sou grata por ter conhecido e convivido com as pessoas que conheci e convivi ao longo deste ano. Foram tantas e tão diferentes que eu não consigo imaginar mais minha vida sem as marcas que essas pessoas deixaram em mim e na minha vida. 
Eu estou me esforçando para pensar que se algo aconteceu na minha vida era por que era assim que tinha que ser e que eu devo parar de tentar mudar o que já foi. Sou grata a todas as vezes que entendi isso.
Sou grata pelo meu livro ter sido publicado, extremamente grata na verdade. Sempre quis ser autora publicada antes dos 18 e agora sou. Sou grata por ter realizado um sonho.

Sou grata por ter este blog onde posso falar um monte de coisa sem sentido.
Beijos
S.S Sarfati

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