Sendo bem honesta com vocês, eu estou chocada que eu realmente estou dando conta do desafio que eu criei para mim. Quero dizer, no mundo ideal eu achei que fosse conseguir, mas na prática achei que eu poderia vacilar - por isso decidi falar do livro do mês na metade do mês, sendo que na prática o único livro que eu levei mais de um mês para ler foi Razão e Sensibilidade. É muito legal sentir que eu consigo fazer algo que eu quero, me dá um confiança que eu levo para outras áreas da minha vida. Já estou até com novas ideias para o Desafio 2019.
Durante os seis primeiros meses do Desafio, sem querer eu acabei escolhendo apenas livros de escritores da terra da rainha (então eu percebi que eu realmente gosto da literatura britânica) e depois de ler o clássico mundial Admirável Mundo Novo,  no sétimo mês decidi celebrar um pouco da nossa literatura e não estou falando de Machado de Assim ou Mario de Andrade, aproveitei Julho para valorizar a literatura brasileira contemporânea lendo um livro de uma autora que começou humildemente no Wattpad e agora está despencando forninhos na Galera Record (editora que publica os livros da Meg Cabot no Brasil). Eu não fiz de propósito associando a Copa, mas percebi que casou direitinho uma vez que a Copa do Mundo aflora o pouco sentimento nacionalista que os brasileiros tem dentro de si. 



O livro de Julho é da estreante no mercado literário Ray Tavares que surgiu como um dos grandes sucessos do Wattpad com a história Os 12 Signos de Valentina


Eu sou muito "a louca dos signos" então um livro que tem como plano de fundo isso é, com certeza, a minha cara. Além disso, é muito fácil para mim se identificar com a Valentina/Isadora que é estudante de Jornalismo e mora em São Paulo! Essa é a melhor parte da literatura nacional contemporânea: encontrar personagens com a sua cultura. Eu estou mais ou menos na metade e estou amando. Aguardem a resenha!
Os Doze 12 Signos de Valentina foi lançado em 2017 e conta a história da Valentina/Isadora que precisa criar um blog para a matéria de Jornalismo Online com um conteúdo investigativo. Como ela acabou de terminar o namoro com o cara que ela achou que seria o amor da vida dela, ela decide "passar o rodo no zodíaco" ficando com um cara de cada signo e postando no blog o que a investigação astrológica dela revelou - tudo em nome do jornalismo investigativo, claro! Eu não preciso dizer que amei a ideia, né? Claro que não é só isso, mas para saber mais você vai precisar ler esse young adult bem amorzinho. 

E você, o que está lendo agora em Julho?
Me adicione no skoob para trocarmos dicas :)

Beijos
S.S Sarfati


Resenha Admirável Mundo Novo Aldous Huxley

 Este foi um livro lido para o Desafio Literário do mês de Junho

Admirável Mundo Novo é um livro lançado em 1932 e publicado no Brasil apenas quase 10 anos depois, é um dos livros mais importantes da literatura distópica assim como 1984 do George Orwell. Escrito por Aldous Huxley, a critica social feita não apenas faz sentido quando considerada a sociedade do início da década de 1930, mas é extremamente atual com a sua crítica a política e ao avanço da ciência. 
Ano 634 DF (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta os seres humanos (precondicionados) têm comportamentos (preestabelecidos) e ocupam lugares (predeterminados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família monogamia privacidade e pensamento criativo constituem crime.Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem onde a vida antiga imperfeita subsiste pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético "Admirável Mundo Novo" é um dos livros mais influentes do século 20 

Escrito no período entre guerras (1918-1939) é bastante natural que a narrativa conte com elementos muito presentes na literatura do século passado, como um pessimismo quase exagerado ao mesmo tempo que há a ideia oposta de que há esperança no Ser Humano e que o único que pode nos salvar da nossa própria desgraça somos nós mesmo. No livro, o personagem que personifica essa ideia é o Selvagem que é introduzido na história como um elemento de mudança, que chega para "sacudir as coisas", sendo ele aquele que introduz as ideias questionadoras na cabeça de Lenina e Bernard.
A sociedade retratada no livro pertence ao ano de 2540 (ou 632 Depois de Ford) e é vista como uma grande massa homogênea sem levar em conta a individualidade de cada um, os próprios bebes são feitos em laboratório e não há nenhum encorajamento para que aconteça relações afetivas enquanto,  por outro lado, a promiscuidade é extremamente incentivada.

"Nós não estimulamos a procurar qualquer tipo de diversão solitária"


Admirável Mundo Novo apesar de ser um romance distopico, se escrito de acordo com os padrões académicos poderiam ser facilmente considerado uma tese de sociologia, não sendo atoa que ele se baseou nas teorias de Theodor Adorno com que critica duramente a produção de conteúdo cultural, um dos principais sociólogos da Escola de Frankfurt (que é uma corrente ideológica e não uma escola física). Há muitas semelhanças com a sociedade atual como a necessidade de estar sempre tomando o Soma, que é um remédio que faz os personagens se esquecerem das mazelas do mundo e ficarem felizes. Além de uma sociedade determinada por castas desde a concepção (em laboratório) através de estímulos ou a falta deles. Os Alfas, que são a casta mais alta, foi criada para aqueles que ficam nos cargos  mais altos na sociedade enquanto os Ípsilons, a casta mais baixa, foi criada para os que realizam os trabalhos braçais. 
Os nomes dos protagonistas são propositais: Lenina Crowne, fazendo sugestão ao Lenin, um dos principais líderes da Revolução Russa e a palavra crown que significa coroa em inglês, e Bernard Marx que faz menção ao Karl Marx, o principal líder revolucionário socialista.  Bernard Marx começa o livro como um personagem questionados e que não queria mais os efeitos do Soma e que apesar de ser de uma casta alta tinha problemas com a sua aparência dita como "feia", mas ao longo do livro esta característica some. Não sendo atoa que o livro é um grande critica ao fordismo (sistema de produção em linhas de montagem) e a sua contribuição para o capitalismo e ao consumismo. Dentre todas as várias críticas feitas na obra prima de Huxley, ainda há crítica ao sistema educacional e o seu incentivo a decoreba.
Admirável Mundo Novo é uma obra prima, além de ser um clássico da literatura mundial, não pela maneira que foi escrito, mas pelas ideias que ele explora. Em alguns momentos a narrativa é chata e arrastada, mas a genialidade de Huxley é tanta que a escrita pobre é facilmente ignorada. Livros distópicos como este, Fahrenheit 451 e 1984, deveriam ser lidos ainda na escola e não apenas os clássicos da literatura brasileira. Admirável Mundo Novo conta com mais duas continuações: Regresso ao Admirável Mundo Novo e A Ilha em que o autor permite que o público desfrute da sua genialidade nas ideias das sociedades ideais.

"Toda mudança é uma ameaça a estabilidade"


E você, o que acha da ideia de sociedade perfeita? Me conta :)
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Beijos
S.S Sarfati


Sabe quando você começa a ler um livro e nas primeiras páginas já começa a desconfiar do final do livro? Quando você tem a nítida impressão que você já entendeu tudo e que por isso a leitura não vai ser tão animadora assim? Pois bem, foi exatamente esta impressão que tive com O Chamado do Anjo, mas a verdade é que eu não poderia estar mais errada.  O início parece bem comum, nada demais, arrisco a dizer que parecia até mesmo um pouco chato, mas eu já havia lido A Garota de Papel e tinha sido um experiência maravilhosa, então decidi insistir um pouco mais no livro antes de fechar a cara e talvez até abandona-lo. 
Nova York, Aeroporto JFK. Na sala de embarque lotada, um homem e uma mulher se esbarram, espalhando suas coisas pelo chão. Após uma discussão banal, cada um segue seu caminho. Madeline e Jonathan nunca haviam se visto e jamais deveriam voltar a se encontrar. Porém, ao recolher seus pertences, trocaram por descuido os celulares. Quando percebem o engano, já estão a dez mil quilômetros um do outro - ela é florista em Paris, ele tem um restaurante em San Francisco. Não demora muito para ambos cederem à curiosidade, explorando o conteúdo dos respectivos aparelhos. Uma dupla indiscrição, que leva a uma revelação inesperada - suas vidas estão ligadas por um segredo que eles julgavam enterrado para sempre...

Ele começa com um clima bem descontraído, bem gostosinho, como se fosse uma daquelas comédias românticas de 90 minutos da década de 1990. Para mim era quase que óbvio que os dois protagonistas iam ficar trocando mensagens e iam se apaixonar, mas calma que isso não é spoiler. 


É possível comprar este livro com a água que a gente põe para ferver para fazer chá: vai esquentando aos poucos e quando desligamos, no final da história, está na temperatura certa para que o leitor não queira que o livro acabe, simples assim. 
A escrita de Musso é cativante: ao mesmo tempo que é simples e sem frescuras, não é rude e não deixa aquela impressão de que o autor estava se cansado da história enquanto ia escrevendo (como alguém que escreve eu aviso: isso é real. Chega um momento em que você não aguenta mais os personagens que você criou. Será que isso acontece com os filhos também?)
Acredito que alguns elementos na história foram um pouco fora da realidade demais, um pouco viajados demais. Na maioria dos casos isso é ok, mas é uma questão de gosto e eu não sou muito fã de histórias cotidianas que têm acontecimentos completamente improváveis, mas segue o baile
O Chamado do Anjo se tornou um dos meu livros favoritos, juro. Li em ebook e agora estou completamente louca pelo físico. A única coisa no livro que me deixou meio "ué?" foi o título: até que faz sentido levando em conta um personagem que aparece no final, mas ainda sim achei que faltou um conectivo entre o título e a história. Não dá nem para falar que é problema na tradução porque o original, em francês, é L'Appel de l'ange que significa exatamente: O Chamado do Anjo. Vou ficar querendo entender.

Você já passou pela experiência de começar a ler um livro e achar que ele vai ser super chato, mas então ele se torna um dos seus livros favoritos?

Não se esqueça de me adicionar no Skoob para trocarmos dicas :)

Beijos
S.S Sarfati






Se você costuma acompanhar o blog há um tempinho, talvez você tenha notado que desde Abril eu não posto as melhores fotos do Instagram. Como já falei por aqui, passei por uma época difícil e acabei negligenciando um pouco o blog, mas aos poucos estou retomando. Hoje vim postar as melhores fotos dos meses anteriores. Vamos lá!

Buenos Aires

Casa Rosada

selfie

Piso 23 Hotel Panamericano Buenos Aires

Pequenas Grandes Mentiras

Piso 23 Hotel Panamericano Buenos Aires

Sushi


@sofiaandreassa

Sunrise

estante de livros

@sofiaandreassa

café starbucks

Doctor Who

Buenos Aires

@sofiaandreassa

Star Wars

Jojo Moyes

Livros

Café & Macarrons

@sofiaandreassa

@sofiaandreassa

@sofiaandreassa

Vocês preferem um post com muuuuitas fotos ou um post com um pouco menos de fotos?
Beijos
S.S Sarfati 


Como eu aguardei de maneira ansiosa por este mês de Julho principalmente pelo fato de que este mês é conhecido mundialmente como o mês de férias já que no hemisfério norte são as férias de verão e aqui em baixo, bem, não sei exatamente porque são férias, mas o que importa é que elas acontecem e eu estou extremamente grata por isso.
No final de Junho eu sofri bastante por causa da minha desorganização então decidi que daqui para frente serei mais organizada, ainda que com as coisas mais banais. Parece um bom plano para um semestre novo, não é? Ainda que o semestre letivo só comece em Agosto, já dá para ir fazendo algumas mudanças no meu estilo de vida para estar tudo certo quando as aulas finalmente começarem.
Este mês vai acontecer algumas mudanças bem interessantes na minha vida e por mais que eu esteja um pouco nervosa com isso, faz parte, eu estou bem animada para isso! Além disso, vou tirar um dos meus planos mais antigos do papel: começar a fazer vídeos. Eu comecei usando a ferramenta de fazer stories no Instagram (aliás, você já me segue lá? @sofiaandreassa) e, depois que tive uma repercussão incrível decidi usar a nova ferramenta do Instagram, o IGTV - então aguardem que nos próximos dias terá vídeo por lá. 
Como em Janeiro eu estava trabalhando eu acabei não tendo férias de verdade, então quero aproveitar Julho para isso: finalmente descansar! Além de trabalhar no blog - andei lendo bastante sobre marketing digital e quero muito colocar tudo em prática o mais rápido possível. Eu já falei o quanto eu sonho em realmente trabalhar com o meu blog?
De várias maneiras diferentes eu espero acabar com a inércia na minha vida, quero que as coisas se mexam, quero emoção. Há uma frase da Adélia Prado que explica bem o que eu sinto: "Não quero a faca, nem o queijo. Quero a fome". Eu sinto que vivi mais em Junho do que em todo o restante do ano e espero que as coisas continuem assim. 

E você, o que espera para Julho? 
Além disso, você tem alguma ideia legal para vídeo? Quer que eu fale sobre algum tema? 

Beijos
S.S Sarfati 


A Bridget Jones é umas das personagens as qual eu mais gostei de compreender nas minhas leituras recentes e por ser o diário dela acontece uma certa overdose de Bridget Jones, mas não que eu esteja reclamando - na verdade foi bem divertido! 

"Bridget Jones já é uma personagem querida por milhares de leitores. Seja pelas suas desventuras amorosas ou problemas com os pais, é muito fácil se identificar (e adorar) a personagem criada por Helen Fielding. Em uma nova edição comemorativa dos 20 anos desde o lançamento do primeiro livro, está é uma chance para um reencontro de fãs antigos ou uma nova paixão para quem nunca leu este clássico. Bridget continua atual e afiada como nunca: uma personagem tão perfeitamente imperfeita para ajudar todos que já sentiram que eram os únicos cuja vida não está sob controle."

Eu acredito que a ideia de uma Bridget Jones engraçada e completamente desajeitada veio muito mais pela versão cinematográfica do que pelo livro porque apesar dela pagar alguns micos, não são tantos assim. É uma quantidade bastante normal e natural de situações vergonhas que a Bridget se mete (quem nunca?). 
Acho que a primeira coisa que você precisa ter em mente ao começar este livro é que ele foi escrito a mais de 20 anos. Sim, ele foi escrito em 1996 (um ano antes desta que escreve nascer) e por isso algumas coisas são bastante diferentes dos tempos atuais, não sendo apenas o fato de precisar ligar no telefone para escutar os recados ou não saber como colocar um programa para gravar. Eu senti que alguns autores de resenhas não entenderam bem isso e tive a necessidade de deixar isso bem claro. Além do fato do livro ser permeado exclusivamente por um humor britânico então isso pode pegar de maneira desprevenida os mais desavisados. 
Assim como tudo o que produzimos é retrato de uma época e por isso precisamos situar quaisquer produções artísticas no tempo e espaço, O Diário de Bridget Jones é um retrato bem humorado da mulher britânica de meados nos anos 1990. Ela está com quase 30 anos e sentindo uma pressão gigante por ainda estar solteira e ainda sente um pouco de desgosto pelo emprego pouco empolgante que ela tem, além de ter um crush no chefe e muitos problemas com a balança. É muito curioso como é fácil se identificar com ela em diversos momentos em que ela está reclamando da vida com o diário dela.
A história surgiu em 1995 quando Helen Fielding foi convidada por um jornal londrino para escrever um coluna sobre a vida de uma solteira em Londres, então ela criou a Bridget Jones: uma personagem cômica e exagerada na casa dos trinta anos - por isso é tão fácil se identificar com ela mesmo que você seja mais nova, porque a maioria das coisas você vai se ver na Bridget só pelo fato de as duas serem mulheres. Além disso, o livro foi um dos precursores do gênero chick-lit (você gostaria que eu falasse sobre o gênero aqui no blog?)
Esta não é a primeira vez em que falo da Bridget Jones aqui no blog, você se lembra de quando falei de algumas semelhanças entre esta história e o clássico da literatura mundial Orgulho e Preconceito? Pois bem, durante a leitura é possível perceber outras várias semelhanças como a preocupação em encontrar a mãe dela quando ela foge com o amante (igual ao Mr. Darcy quando a Lydia foge com o Mr. Wickham) e em determinado momento a Bridget e uma amiga comparam o Mark Darcy ao Mr. Darcy, quando eu peguei a referencia ri sozinha. 
Este é um dos raros casos em que prefiro o filme ao livro, apesar de ter colocado o livro como um dos meus favoritos na minha estante do Skoob (Já me adicionou por lá?). Os dois são bons, mas o filme tem um charminho que o livro não tem. Ainda falando sobre a adaptação, o livro menciona dois galãs da década de 1990: Hugh Grant e Colin Firth sendo que menos de cinco anos depois os dois seriam escalados para darem a vida a dois personagens do filme: Daniel Cleaver e Mark Darcy (inclusive estão falando do personagem do Firth como Mr. Darcy na adaptação cinematográfica de 1996). Se eu precisasse resumir a história de O Diário de Bridget Jones em uma única frase, seria esta aqui:

"Posso ter feito a coisa certa, mas tenho certeza de que minha recompensa vai ser acabar sozinha , parcialmente devorada por um pastor alemão"





Você já leu ou assistiu a história da Bridget, o que achou?
Beijos
S. S Sarfati




Eu sou suspeita em falar sobre os livros da Meg Cabot porque sou fã declarada dela, mas de maneira geral tento ser bem focada e não deixar meu lado fangirl falar mais alto (chegou a dar uma conferida na resenha de Como Ser Popular ?)

Lizzie Nichols está de volta, sapateando nas ruas de Nova York e procurando por um emprego, um lugar pra morar e seu próprio lugar no Universo (não necessariamente nessa mesma ordem). O uso da palavra com M (Morar Juntos) de seu namoradinho Luke fez com que ela alegremente abandonasse os planos de dividir uma kitnet com sua melhor amiga, Shari, em troca de morar junto do amor de sua vida no caríssimo apartamento da mãe dele, na 5º Avenida.Lizzie foi parar em uma festa 0800 na sua área – com um vestido de casamento vintage – e um emprego de recepcionista no escritório de advocacia do pai do namorado de Shari. Então, a vida está boa… por agora. Mas quase que imediatamente, sua notável grande boca vai metê-la em confusão. No trabalho, ela está se tornando muito próxima da socialite Jill Higgins, futura noiva, inflamando a ira da problemática futura sogra de Jill. Em casa, ela cometeu o grandíssimo erro de falar a palavra com C (Casamento) para o averso-a-compromissos Luke. Mais uma vez a falta de emprego e de lugar para morar paira sobre a azarada e fofoqueira Liz – a menos que ela consiga descobrir um jeito de fofocar seu Felizes Para Sempre.

Antes de iniciar a leitura deste livro eu li algumas resenhas no Skoob que afirmavam este ser o livro mais fraco da série (São três: Rainha da Fofoca, Rainha da Fofoca em NY e Rainha da Fofoca Fisgada) e alguns dos personagens centrais então fui com expectavas muito baixas, para não me frustrar. Todavia, este livro foi uma agradável surpresa porque eu adorei ele. 
A Lizzie é uma personagem muito divertida e neste livro ela está muito mais madura, aprendendo a controlar muito do que ela fala. Claro que alguns personagens têm desfechos inesperados (alerta de spoiler: a melhor amiga de Lizzie, Shari, é lésbica), mas não é nada tão grave que atrapalhe a narrativa da história como algumas pessoas apontaram. Acredito que a repudia que causou em alguns leitores, externa o preconceito que eles têm - e que bom que um livro considerado bobinho, um Young Adult, Chick Lit, tocou em um ponto que ainda é delicado na sociedade.
Fora isso, o livro não é nem um pouco diferente do que se espera quando se trata de um livro da Meg Cabot: é engraçadinho, é divertido e leve. Eu li logo depois que acabei O Diário de Bridget Jones que foi na mesma época em que tinha perdido meu emprego, então foi um ótimo livro para dar aquela relaxada, sabe?
Eu leio os livros da Meg desde 2006, quando eu tinha nove anos, e é muito curioso perceber que apesar de gostar muito dos livros dela até hoje, de me inspirar na pessoa que ela é e na escrita dela, como minha relação com as obras dela mudou: antes eu lia de maneira muito mais séria, como se eu estivesse lendo algum livro denso e extremamente sério, hoje eu leio de maneira descontraída, como  quem não quer nada. 
Não escondendo meu lado fangirl agora, eu acredito que todos os livros da Meg Cabot devam ser lidos, sem excessão. Claro que eles não são obras-primas, clássicos universais atemporais, mas isso não significa que são ruins ou que devam ser esquecidos. Meg Cabot rainha e todos nós sabemos disso. Clique aqui para compra Rainha da Fofoca em Nova York e se divirta com essa comédia e divertida que fala principalmente sobre correr atrás dos sonhos e amadurecimento.

Você já leu os livros da Meg Cabot, o que achou? 
Não se esqueça de me adicionar no Skoob para trocarmos indicações :)

Beijos
S.S Sarfati