Eu comprei este livro logo que lançou em 2013, mas por algum motivo o qual eu não lembro, decidi deixa-lo de lado para ler em outro momento. Lembro-me de não me interessar muito pela sinopse, de acha-lo uma leitura pouco atraente, mas ainda sim comprei o livro sem motivo e deixei ele guardado na minha estante todos esses anos. Ainda sem acha-lo uma leitura muito interessante, recuperei ele do fundo da minha estante na casa da minha mãe e o trouxe para São Paulo afim de lê-lo a tempo de virar um post de Natal.
O Presente é uma história que faz perfeito jus ao nome pois é um verdadeiro presente para o leitor. De maneira muito sensível e amável, presenteia o leitor com a história de um executivo, Lou, que está sempre ocupado e não parece se importar nem um pouco com sua família até que ele conhece Gabe, um morador de rua que mostra para ele o outro lado da vida que tinha e sempre esteve ocupado demais para notar.
A primeira vista, a história parece um pouco daquele clichê natalino, que algumas pessoas gostam e ou outras odeiam, mas ela se revela ser uma história intensa e cheia de pontos que fazem o leitor pensar não apenas no que Lou está fazendo com a sua vida, mas no que o próprio leitor está fazendo. Fazia muito tempo que eu não era tocada por uma história como fui tocada por O Presente de Cecelia Ahern. Acho que foi a primeira história que me fez chorar enquanto eu lia. É uma história com clichês dignos de Nicholas Sparks, especialmente no final, mas sou do tipo de leitora que acredita que não é porque o final não foi o que eu esperava que eu devo ignorar o restante do livro.
O Presente está definitivamente entre os meus livros favoritos e é o segundo da autora, o primeiro foi Simplesmente Acontece (que foi a base para o filme homônimo com a Lily Collins e Sam Claflin). Achei a escrita da Ahern muito delicada e bem feita, é aquele escrita que como escritora eu fico com inveja de não ter escrito algo tão bom (escritores e seus complexos, rs)

Vocês já leram algo da Cecelia Ahern, o que acharam?
Ficaram com vontade de ler O Presente?
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Beijos
S.S Sarfati


Roupas Tumblr

De uns tempos para cá, os brasileiros finalmente descobriram que brechós são lugares muito interessantes e 2017 definitivamente foi o ano dos brechós. Ainda que tenha ganhado o nome de bazar para que houvesse uma dissociação da ideia de que esses lugares são sujos, fedidos e empoeirados, finalmente ficou entendido na cabeça de todos que não há mal algum em comprar uma peça que foi usada por alguém antes de você. Em uma época de crise econômica, as pessoas têm buscado bazares afim de poder comprar roupas novas sem gastar tanto assim, mas a questão é: elas precisam de tantas roupas novas?
A questão que eu quero levantar aqui é um pouco mais complexa do que simplesmente entender que brechós são bons porque além de serem baratos para quem compra, é bom para quem vende e ainda, de quebra, ajuda o planeta. É sobre falar que pode sim haver consumo inconsciente com peças de segunda mão e que, infelizmente, é o que tem mais acontecido.
Cada vez mais as pessoas têm visto os brechós como alternativas mais econômicas as fast fashions, então elas basicamente fazem nos brechós o que elas faziam nas fast fashions: comprar de maneira compulsiva o que não precisam só porque podem pagar e isso se torna mais frequente nos brechós uma vez que lá os preços são menores. Não adianta nada você fazer compras em brechó se você não mudar verdadeiramente sua ideologia de vida e com isso seus hábitos de consumo. Você não vai estar ajudando o planeta se você seguir comprando coisas que você não precisa só porque são coisas de segunda mão. O que tem me irritado muito na maneira que tem sido mostrado por aí sobre os brechós é como se eles fossem salvar o planeta e como se ao comprar em brechós todos fossem pessoas melhores e isso não faz o menor sentido.
Com a popularização dos brechós, o que tem acontecido é que os preços têm subido demais e o intuito principal do comércio de segunda mão tem ficado para trás: o preço baixo. Não é porque algo é menos caro do que seria em uma loja convencional, ele é barato. Muitas vezes o que ocorre é que a peça continua não valendo o preço que é cobrado, mas as pessoas compram porque é menos caro. Elas precisam mesmo desse item que está sendo vendido por um valor muito maior do que o que você considera justo?
O brechó não é só um lugar bonitinho para comprar roupas, o brechó é uma ideologia de diminuir seus hábitos de consumo e entender que não é só porque você pode pagar que você deve comprar. É entender o valor financeiro e simbólico de cada produto. Além da parte financeira, a ideologia de brechó é importante para que a gente entenda que o planeta não vai aguentar os hábitos de consumo que os humanos têm por muito mais tempo, que é preciso produzir menos, consumir menos e descartar direito.

E você, o que pensa sobre isso? Você compra em brechós, bazares? Me conta :)
Beijos
S. S Sarfati

Foto: marinakalil.com.br

Este livro foi minha maior surpresa literária de 2017. Eu já tinha visto diversos posts nas redes sociais falando super bem deste livro até mesmo por parte de quem não tem o hábito da leitura e por isso acabei ficando com o pé atrás em relação a este livro, sou bastante cética quando muita gente começa a falar muito bem de algo. Quando saiu a série da Netflix baseada na biografia da Sophia Amoruso eu me animei bastante em relação a leitura e li assim que tive oportunidade. 
Foi uma surpresa agradabilíssima! Não só apenas porque eu nunca havia lido biografia alguma e agora eu esteja mais disposta a dar uma chance a um gênero totalmente novo na minha vida, mas porque o depoimento da Sophia em relação a trajetória dela é algo que me fez repensar em várias coisas em relação a minha vida profissional e como eu vou fazer para chegar onde eu quero e eu acredito que este seja um dos maiores intuitos do livro. 
Não se deixe levar pelo que a Netflix te contou sobre a Sophia e a trajetória dela até ser CEO da Nasty Gal, o processo foi muito mais longo e árduo do que o mostrado na tela do streaming. Além disso, o jeito um pouco malandro da Sophia ao longo da série rendeu muitas críticas, mas no livro ela se mostra totalmente diferente. Ela conta que em vários momentos da sua vida ela foi muito irresponsável e inconsequente e diz para que ninguém faça o mesmo que ela fez porque pode não ter a mesma sorte que ela teve. 
É um livro em que ela basicamente fala o quanto dedicadas precisamos ser para conseguirmos o que queremos, chegar aonde almejamos e que uma vez que tudo isso envolve dinheiro, nós precisamos ser bastante focadas em como gastamos e investimos nosso dinheiro porque ele é muito duro de ganhar. Um dos momentos que achei mais interessante no livro foi quando ela diz "Se você é uma #Girlboss como você pensa que é, certamente não tem medo de trabalhar e conquistar o seu dinheiro". Não  tenho certeza se foram com essas palavras porque não estou com o meu exemplar aqui, mas estou certa que foi algo nesse intuito. 
É um livro bastante motivacional, sem sobra de dúvidas, então se você não gosta desse tipo de livro ou acha piegas, talvez seja melhor evitar, ou você pode dar uma chance ao livro, como eu fiz. Foi uma das melhores leituras que fiz em 2017 e com certeza está concorrendo em um dos melhores livros lidos do ano, mas é claro que você deve ter bom senso e não ter este livro como um guia, e sim como inspiração. Acredito que se eu fosse um pouco mais velha e já tivesse iniciado a minha vida profissional este livro seria um pouco redundante também. É impossível julgar um livro sem levar em conta o tempo e espaço que ele foi escrito, assim como o tempo e espaço que ele foi lido.

E você, já leu este livro? O que achou?
Me adiciona no Skoob para trocarmos dicas :)
Beijos
S.S Sarfati

Instax Mini Tumblr

Como eu já disse por aqui, a faculdade está me acabando nesse fim de semestre e isso refletiu nas minhas fotografias sim. Foram mais "enxutas", além de diminuir a quantidade de fotos que eu tirei e postei. Um pouco normal, né? Além disso Novembro marcou algo muito relevante para mim: eu "excluí" meu Instagram.  
"Ué Sofia, como assim?"
Bem, em 2015 eu havia criado um Instagram para postar mais livremente minhas fotos, o @sophia_details, mas com o tempo eu estava muito desanimada com ele e não sentia mais a liberdade que eu tinha antes - intuito de ter criado um outro Instagram. Então postei uma foto de um café do Starbucks dizendo "adeus" e voltei a postar no meu Instagram "normal", o @sofiaandreassa e sabem de uma coisa? Eu me senti muito mais livre e feliz. E é isso que importa. Não sei quando vou  ter coragem de apagar definitivamente o @sophia_details, tenho ótimas fotos lá.
A seguir vou postar as melhores fotos do mês de Novembro, já com a marca d'agua do meu "novo" Instagram, ainda que a foto tenha sido tirada com o meu "antigo". Não se esqueça de passar o cursor por cima da foto para ver uma breve explicação sobre ela: 

Ginger bread Starbucks

Livraria Cultura do  Conjunto Nacional SP

composição espontânea

Doctor Who Books Funko

Starbucks - HUJI CAM

São Paulo

baby dog

Livraria Cultura do Conjunto Nacional SP

Maiô Forever 21 - empoderamento feminino

App HUJI CAM

Ônibus SP

Retrô Hair Avenida Paulista + App HUJI CAM


O que acharam das fotos deste mês? 
Confiram todas as fotos em tempo real no meu Instagram 
Me passem o Instagram de vocês para eu dar uma olhadinha agora com o tempo livre <3

Beijos
S.S Sarfati

Pollyanna book livro

Por incrível que pareça  a primeira vez que li Pollyanna deve ter sido em 2003 ou 2004 e foi uma edição da Editora Scipione chamada Reencontro Infantil que conta com várias obras da literatura clássica mundial adaptadas para crianças e com ilustrações de massinha. A coleção conta com obras como Conde De Monte Cristo (Alexandre Dumas), Sonhos de Uma Noite de Verão (William Shakespeare - um dos meus livros favoritos!), Os Lusíadas (Luís de Camões) entre outros.
Na época, eu li com os meus pais  e me lembro vagamente deles terem ficado bastante emocionados não apenas com o final da história, mas com toda a mensagem do livro. Como eu tinha entre seis e sete anos não entendi muito bem o que acontecia. Acabei deixando um pouco de lado a história e então apenas guardei comigo duas coisas sobre Pollyanna: o final era triste e tinha um negócio chamado Jogo do Contente no meio do livro. 

Pollyanna Coleção Reencontro Infantil

Quase 15 anos se passaram (meu Deus, como estou adulta!) eu vi que a editora Autêntica havia lançado uma nova edição muito bonita do livro e por isso muita gente no meu feed estava falando deste livro (porque no Brasil, o livro é comprado pela capa SIM) e desde então coloquei na cabeça que queria ler esse livro porque eu simplesmente não lembra da história! No Amazon Day encontrei o livro com a edição bonita por menos de R$ 15 e comprei. No início de Outubro eu embarquei nessa jornada chamada Pollyanna. Minha amiga, Maria Fernanda, assim que viu a primeira foto que eu postei no meu stories no Instagram (já me segue lá?) que estava lendo Pollyanna logo me avisou que eu amaria este livro. E não é que ela estava certa?
É um livro infantil, claro, e não há como ler sem lembrar desse "pequeno" detalhe porque em alguns momentos ele pode parecer um pouco inocente demais, até mesmo bobo. Entretanto, é essa inocência que tanto cativa e faz Pollyanna ser uma história tão amada há mais de 100 anos. É muito interessante a história ser tão antiga pois mostra algumas coisas que não estamos acostumados a ver: um educação extremamente rígida, pessoas sendo contra os carros (e não tendo nenhum fator ambiental envolvido) e simplesmente ser uma época em que nem o rádio era tão difundido assim. Por outro lado, é incrível ver como crianças serão sempre crianças (eu escrevi um texto sobre isso, mais especificamente sobre a adolescência). 
"A senhora Snow tinha 40 anos; desses, passou 15 tão ocupada desejando que as coisas fossem diferentes que não sobrou tempo para apreciar as coisas como elas realmente eram"
A história da menina Pollyanna é tão marcada pelo Jogo do Contente, mas está tão além de ser só isso. O Jogo é basicamente um bisavô do #gratidão que toma conta das redes sociais hoje em dia: sempre que as coisas estão ruins, Pollyanna tenta ver o lado bom das coisas e, como disse seu falecido pai, quanto mais difícil for, melhor é o jogo. Eu li este livro em uma fase muito pessimista da minha vida e entrar em contato com o Jogo melhorou muito a energia que eu carregava comigo e eu acredito que foi justamente isso que fez minha vida caminhar e eu acredito estar entrando em uma fase muito agradável que coincide com o início natural de uma nova fase da vida que vou entrar em Fevereiro: os 21 anos! Embora aqui no Brasil, a maioridade é a mesma desde os 18, em alguns países não e isso torna os 21 ainda mais especiais: além de agora poder ser presa em todos os países do mundo, eu sou uma oficialmente uma adulta! Vou poder fazer várias coisas novas, mas vou ter outras responsabilidades também. Como diria o Tio Ben do Homem Aranha (2002): "Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades".
O otimismo da história de Pollyanna é contagiante. É do tipo de história que você logo entende porque é um clássico da literatura mundial e como é infantil, é extremamente acessível a todos os públicos. Não apenas por ser um livro curto em relação a quantidade de páginas, mas a narrativa é simples de entender e como é uma história de 1913 é claro que há MUITAS edições por aí em Sebos. Dessa vez, dinheiro não é desculpa para não ler essa história fascinante. 
"Nancy, penso que você devia ficar mais contente na segunda- feira de manhã do que em qualquer outro dia da semana, porque ainda vai demorar uma semana inteira antes de chegar outra segunda-feira!"
Você já leu Pollyanna, o que achou?
Já experimentou jogar o Jogo do Contente?
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Beijos
S.S Sarfati