saudades de mim

É sábado à noite e você me manda uma mensagem. Você me pergunta o que eu tenho feito, quais são meus planos e, a pergunta que daria origem a este texto, se eu quero fazer alguma coisa contigo. Eu hesito, demoro para te responder para parecer que tenho outras opções - o que você me disse para fazer, embora eu nunca tenha entendido porque alguém gosta de ser tratado como segunda opção mesmo não sendo. No fim digo que sim e então começa mais um dos nossos tradicionais embates: o que vamos fazer?
Você sugere uma balada de música eletrônica, eu digo que não gosto deste tipo de música. Eu digo para você vir aqui e pedirmos pizza, você diz que quer sair para algum lugar. Essa conversa se prolonga por mais uma hora até que eu, quase sem nenhuma paciência, admito estar doente por isso não quero sair. Nós continuamos a conversa por mais um tempo, ainda procuramos algo que os dois queiram fazer e quando eu tento negociar você simplesmente desiste de sair, de mim, de tudo. É ridículo você não querer fazer nada que não seja sua ideia. É ridículo você procurar desculpas para me ver quando você simplesmente só está com saudades de mim, do meu cabelo, da minha voz.
As coisas seriam tão mais fáceis se você admitisse não apenas para mim, mas para si que você gosta de mim e que sente minha falta quando passa muito tempo sem me ver. Não precisa se fazer de difícil, não ligo para essas coisas. Bateu saudades? Me liga, aparece na minha porta de surpresa, não vou me importar. Eu vou ficar feliz com um pouco de espontaneidade vindo de alguém tão calculista como você. 
Não há necessidade de calcular todos os seus movimentos perto de mim, querido. Eu não ligo para essas coisas. Eu não sou seus pais com quem você não pode pisar fora da linha sem medo de ser julgado. Eu sou aquariana, eu não julgo as pessoas e jamais julgaria você. Eu te gosto, simples assim.

Beijos
S.S Sarfati

bela recatada e do lar pin up

O título deste post faz uma homenagem irônica a quando a primeira dama, Marcela Temer, foi chamada de bela, recatada e do lar por algum jornalista de meia tigela. A frase é sexista e gerou rebuliço nas redes sociais em Abril de 2016 - época em que saiu a matéria, contudo as características da esposa do presidente está longe de ser o assunto deste post. Hoje vou falar sobre como funciona a parte prática de cuidar de uma casa (ou um pequeno apartamento, como é o meu caso).
Eu já comentei que eu não moro totalmente sozinha, que eu tenho uma roomie, ou seja, alguém com quem divido o apartamento. Não é sempre as mil maravilhas, mas dá para o gasto (literalmente). Contudo, a parte prática do apartamento não é dividida igualmente entre nós duas. Pelo fato de eu estudar de noite, sou eu quem estou em casa no horário comercial. Eu preciso dizer que é bem chatinho administrar uma casa, mas não é algo difícil - embora cada vez menos pessoas consigam fazer isso sozinhas. É basicamente um trabalho não remunerado que te obriga a sempre estar atento aos detalhes. 
Por exemplo, quando o chuveiro queimou por ser mal instalado eu precisei chamar o zelador do prédio para ele vir arrumar e embora eu já tivesse comprado uma resistência o problema não era ela então tive que sair para comprar o chuveiro novo e precisava esperar instalar para que eu pudesse ir para aula. Não é nada demais, não chega a ser um problema de verdade, mas leva tempo e é um pouco cansativo. É o tipo de coisa que ninguém quer fazer, mas precisa ser feito. Quando eu morava na casa da minha mãe essas coisas apareciam magicamente prontas. A maioria das coisas que eu preciso fazer hoje para manter minha vida caminhando são coisas que eu não precisava me preocupar antes: lavar e guardar a louça, comprar comida e cozinha-la, lavar, passar e guardar minha roupa - como assim essas coisas não são feitas em um passe de mágico?! hahahahaha.
Isso é um pouco chato e bastante trabalhoso, mas são coisas que a gente se acostuma a fazer. São coisas da vida adulta que todo mundo precisa passar para ter certa independência. A verdade é que eu não trocaria a solução desses "problemas" por uma relativa perda da minha independência. Não que eu "apronte" morando na cidade grande sozinha, mas eu gosto de poder fazer o que eu quero dando o mínimo de satisfação para minha mãe (afinal, eu ainda não trabalho). 
E você, mora sozinho ou tem vontade? Caso não, como você imagina que seja? Se sim, como é sua experiência? Me conte os detalhes :)
Beijos
S.S Sarfati

Quantic Love Tumblr Resenha

Eu fiquei sabendo da existência de Quantic Love assim que ele foi lançado em 2013 e de cara gostei da proposta do livro, mas não comprei por algum motivo e em 2016 que eu adquiri o ebook e foi só este ano que eu comecei o tal no caminho para a faculdade. Apesar de ser mais um dos milhares de young adults (gênero para designar os livros para a faixa etária de 16-24 anos, mais ou menos) que já existem por aí, o que me chamou atenção para ele foi não apenas a autora, Sonia Fernadez-Vidal, é uma doutora em física espanhola com experiência real nos maiores laboratórios do mundo como o de Los Alamos e o CERN - onde se passa o livro, mas a proposta original de trazer ao conhecimento popular mais sobre o universo da ciência.
Laila terminou o Ensino Médio e está meio confusa com o que fazer da vida - quem não ficou? - então decide arrumar um emprego de verão afim de pensar melhor no seu futuro e acontece que o emprego que ela consegue fica no maior laboratório científico do mundo: o CERN! Foi lá que em 2010 aconteceu a primeira colisão de prótons para que os cientistas pudessem descobrir um pouco mais sobre o surgimento do universo e então a mídia começou a falar sobre a possibilidade do fim do mundo - o que obviamente não aconteceu já que estamos em 2017. E uma vez no CERN, Laila conhece muitas particularidades das pessoas ligadas a ciência e no meio dessas pessoa, evidentemente está um rapaz quem ela desenvolve um crush
Eu achei o livro bem escrito, não apenas considerando que a autora não tem nenhuma formação literária, mas de maneira geral. É um livro o qual você se apega, contudo os personagens não são muito bem desenvolvidos, eles são bem rasos. O livro todo se passa em um triângulo amoroso entre Laila, o cientista americano Brian e o jornalista bonitão Alessio. Pessoalmente não gosto de triângulos amorosos, acho eles desgastantes e o casal para quem eu torço nunca fica junto - em Quantic Love não foi diferente #chateada. 
O final foi bem atropelado e mal desenvolvido. Parece que ela tinha um limite de páginas para escrever e quando viu que estava chegando lá ela ignorou a parte em que o livro estava e pulou logo para o final. Com relativamente poucas páginas a mais o livro teria sido muito melhor desenvolvido e então não traria tanto esse sentimento de "enrolação" que deixou no leitor, ainda sim se tornou um dos meus livros favoritos. Não sei se é porque eu gosto de ficção científica e por isso acabo gostando um pouquinho de ciência (bem pouquinho mesmo) que acabei gostando do livro. Vale a pena ler o livro desde que você não gaste mais de R$ 20 no exemplar. 

O que achou da resenha? 
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Beijos 
S.S Sarfati


Quem é fora da área de comunicação não imagina muito que a sina dos profissionais da área (especialmente os "jornalindos") é precisar constantemente se atualizando. São como os médicos que precisam estar sempre se atualizando das novas descobertas para não se tornarem obsoletos, mas de uma forma um pouco mais urgente e necessária uma vez que a internet está deixando o jornalismo de cabeça para baixo (ninguém sabe direito o que é para fazer agora) . Por exemplo, quem se formou na década de 1990 como Jornalista só aprendeu a mexer em câmeras analógicas, de filme, e caso essa pessoa seja fotojornalista e não procurou nenhuma especialização em fotografia digital ela está fora do mercado, simples assim, tanto porque tem muitos outros profissionais super capacitados aceitando receber metade do que ela ganhava e sabendo muito mais do que ela.
 Pensando nessa necessidade de especialização e adaptação constante decidi logo no primeiro ano (de novo) aproveitar as oportunidades de poder fazer cursos na capital, assim, não apenas me acostumo com as necessidades  da profissão, mas já saio na frente na corrida por estágio. Sim, o mercado é competitivo demais desde o começo. Alguns colegas viram que eu estava estudando nas férias e logo vieram me falar que era um absurdo, que férias era para descansar e que eles só pensariam na especialização mais para frente. O azar é totalmente deles pois eu sei onde quero chegar e quanto preciso me esforçar para isso, aliás sinto que fazer esses pequenos cursos de especialização durante a faculdade estão me ajudando muito. É o melhor conselho que posso dar para um universitário de comunicação.
Eu cheguei a comentar  em uma foto que postei no Instagram que eu estava fazendo um curso de Crítica de Cinema na faculdade Casper Líbero (também fiz um curso de Mídias Sociais lá em Maio).  O curso era noturno então aproveitei as férias para fazê-lo, foram seis aulas das 19h às 22h. Eu aprendi bastante coisa sim, aprendi muitas referencias externas, livros que preciso ler e a necessidade de saber francês (inclusive preciso voltar para as aulinhas, rs) e um pouco de história do cinema e de aspectos da direção, contudo fiquei um bocado decepcionada, ainda sim esperava mais do curso. Senti que muito do que aprendi nas aulas era um conteúdo que eu poderia ter aprendido na internet com relativo pouco esforço e o que o professor passou de noção de roteiro eu já sabia da época em que escrevia fanfics (2010/2011) então em  alguns momentos, para mim, "chovia no molhado" e acredito que eu teria aproveitado mais se soubesse menos. Outra coisa que me chateou é que o professor não falou muito sobre a técnica de escrever uma crítica, ele acreditava que soubéssemos sobre os aspectos do filme logo saberíamos escrever sobre ele e não é bem assim - ao menos do meu ponto de vista. A melhor coisa que aprendi na aula foi a série This Is Us, estou completamente apaixonada!

E você, o que fez nas férias? O que gostaria de ter feito? Confesso que gostaria de ter dado um abraço no Mickey, rs. 
Já assistiu This Is Us, o que achou? 

Beijos
S.S Sarfati


Primeiro post que eu escrevo em Agosto já que como posto fotos no Instagram praticamente todos os dias este é o único post que eu nunca tenho como deixar pronto semanas antes como eu faço com os demais (quando me organizo para deixar posts prontos). 
Em Julho confesso que dei uma relaxada até demais quando o assunto é fotografia. Na verdade a fotografia sofreu os efeitos da raiva que eu peguei do Instagam, contudo não foi da rede social em si, mas dos seus usuário. É muita gente falsa por metro quadrado! São fotos hiper editadas, compra de seguidores e curtidas, fotos que não refletem a realidade. Eu realmente sinto falta de quando a graça do Instagram era postar as fotos no momento em que elas estavam acontecendo (saudades 2012) e não mil horas depois quando combina com o feed. Eu sempre tento trazer esse lado mais autentico  para minhas fotos, além de fotografar a minha visão de mundo e não encher o meu feed com fotos minhas brincando de ser modelo. Mesmo que embora às vezes eu poste uma foto mais de um mês de ter tirado certamente não é para deixar o feed organizado. Acho legal quem se diverte na neura do feed organizado, mas para mim isso é uma verdadeira obsessão. Não obrigada. 
Por essas e outras acabei não postando muita coisa mês passado, mas o que postei foi de coração. Espero que gostem! 


Books tumblr

Money tumblr

Avenida Paulista tumblr



salvador dali tumblr

japanese food



japanese food

starbucks tumblr

studying tumblr




Cancun tumblr

Livraria Cultura do Conjunto Nacional Avenida Paulista

O que acharam das fotos de Julho, apesar de tudo? 

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Beijos
S.S Sarfati

Se tem algo que faz diferença nas relações interpessoais hoje em dia são os likes que uma pessoa tem.  Seja no Instagram, no Facebook, no Twitter, mas quanto mais likes você tiver por aí mais importante e relevante socialmente você é. Não é atoa que 2017 tem sido o ano dos influenciadores digitais com seus milhares de seguidores. Contudo é relevante questionarmos até que ponto os likes que recebemos estão se tornando uma das maiores motivações para se viver.
Em grupos focados na blogosfera e em Instagram é muito comum ver gente simplesmente pedindo likes nas suas fotos e páginas usando como argumento que retribui as curtidas, ou seja, o que importa não é o bom conteúdo e o orgulho que a pessoa sente do que faz online, mas sim quantas pessoas aparentemente gostam do conteúdo dessa pessoa só que é tudo mentira porque é troca de curtidas.
Claro que é legal quando alguém de fato gosta da sua publicação ela dar um like até mesmo para você, caso produza conteúdo para internet, ter noção do que as pessoas gostam, mas ganhar likes não deve ser sua prioridade. É loucura mudar seu conteúdo simplesmente porque não ganha tantos likes  quanto gostaria. As pessoas deixam de fazer o que amam porque amor não traz consigo milhares de likes.
Existe mais ou menos um padrão do que gera mais likes nas mídias sociais e como a maioria das pessoas tem essa necessidade absurda por atenção em forma de likes elas se forçam para caber em um padrão que não tem nada haver com elas e no fim das contas elas só passam vergonha. É vergonhoso não ser você mesmo. A autenticidade não gera likes então isso é algo tão em baixa nas mídias sociais que quando estou em um feed no Instagram já não sei mais de quem é com raras excessões.
Ter muitos likes é algo legal, não vou ser hipócrita e dizer que não é, mas quando isso é feito de maneira natural e autentica. Hoje em dia tudo gira em torno do que dá mais likes e se você naturalmente tem muitos legais, nossa que legal, mas se não, não mude por isso. Você é mais do que sua quantidade de likes que você tem. Agora, se você é produtor de conteúdo e só foca em números, sinto muito, mas você é só mais um. Lide com isso.

Beijos
S.S Sarfati

Agosto Tumblr

A minha vantagem é que as minhas aulas só voltam dia 8/8, contudo é assustador pensar que já estamos mais próximo do Natal deste ano do o do ano passado. Daqui a pouco já vem os planos para as festas de final de ano (podem me chamar inclusive, não tenho nada em mente), os filmes na Sessão da Tarde e os posts aqui no blog - confesso que adoro fazê-los!
Agosto é um mês cansativo, não só porque acabou as férias e a gente precisa se adaptar a rotina novamente, mas porque Agosto é um mês que simplesmente não passa. Minha professora de Química do Ensino Médio sempre dizia que o mês de Agosto demora dois meses para passar e é verdade! Não acaba nunca! Contudo é verdade também que depois disso o ano passa voando e se não deixarmos tudo bem organizado, as coisas se embolam como um bola de neve gigante.
Para Agosto quero me organizar de uma maneira que eu me acostume tranquilamente para conseguir manter essa organização até Dezembro - justamente para não virar uma bola de neve. Quero acordar mais cedo para o dia render mais (o ruim de quem estuda de noite e ainda não trabalha é que é extremante tentador dormir todos os dias até às 13h), quero ter uma rotina para estudar (este semestre minha grade vai dobrar de quatro para oito matérias), para me dedicar ao blog (vocês repararam que agora comecei a fazer conteúdo para a página no facebook?) e para conseguir fazer outras coisas que me fazem feliz, como ler e fotografar. Vou continuar mandando currículos para conseguir estágio, mas a verdade é que anda quase impossível conseguir estágio no primeiro ano. Quero dar mais rolês em São Paulo (tipo a Galeria do Rock, sou louca para conhece-la!) fazer posts sobre isso. Quero sentir que eu conheço São Paulo realmente e não apenas vivo aqui. É muito comum para quem se muda conhecer  só onde vive ou os lugares mais perto, mas eu quero conhecer tudo (ou pelo menos boa parte) daqui - quem sabe não viro guia turística da terra da garoa?
Uma das minhas prioridades para este novo mês é voltar a fazer pilates, quando eu me mudei acabei deixando de lado e isso é muito ruim. Apesar de eu ter emagrecido depois da mudança (estou comendo direitinho, juro!) e estar comendo bem, é sempre bom fazer um exercício físico que gostamos. Corpo e mente sãos - além disso, minha médica vai me matar se quando eu voltar lá eu não falar que voltei a fazer exercício físico. A outra prioridade para este mês é voltar para as aulas de francês - o que também ficou de lado com a mudança para São Paulo. Durante 12 anos da minha vida eu fazia duas aulas de inglês por semana então agora não fazer aula de idioma algum é muito estranho para mim e decidi que não quero mais esse sentimento para mim. Além de enriquecer o currículo, as habilidades pessoais e prevenir o envelhecimento precoce do cérebro - os primeiros sinais começam a aparecer aos 30 anos!

E você, o que está planejando para o mês de Agosto?

Beijos
S.S Sarfati