Algo que poucas pessoas sabem sobre mim é que eu gosto muito de Moda e a minha maior influência para isso foi crescer vendo minha mãe costurar e procurar modelagens nas revistas Manequim. Apesar de ter ganhado um caráter fútil com o passar dos anos, Moda é algo muito sério. Como uma amiga que se formou em Moda ano passado diz: “quem dera a faculdade de Moda fosse sentar e folhear a Vogue!” e justamente para entender mais sobre o assunto, tem alguns livros que eu quero ler: ⁣



Peripécias de uma Estudante de Moda: Susana Brito de Magalhães recebe uma  bolsa para estudar numa renomada faculdade de Moda. Só tem um problema: ela não é nada antenada em tendências, muito menos entende metade dos termos técnicos que seus professores usam em sala de aula.⁣


Use A Moda A Seu Favor: Carla Lemos deixa de lado o senso comum de enxergar a moda como ferramenta de opressão e desenvolve uma narrativa que vai de encontro a uma ideia de moda livre, liberta de padrões convencionais. A ideia aqui é fazer você repensar sua relação com a moda e usar suas roupas como uma força potencializadora dos seus sentimentos, seus valores e suas atitudes, de maneira mais consciente.⁣


História Social da Moda: Nesse livro, a autora traça um interessante panorama da origem da moda e de sua evolução ao longo da história. Fundamental para entender o espaço cada vez maior que a moda ocupa hoje na nossa sociedade.⁣


Os Segredos do Guarda-Roupa Europeu:⁣ Você gosta de todas as suas roupas? Está feliz com a sua maneira de se vestir? Já se pegou desejando ter o estilo dos outros? Ou sentiu que tinha um monte de roupas, mas nada para usar? Quando Anuschka Rees se mudou para Londres, enfrentou o desafio de viver com menos espaço.Aprendeu com suas conterrâneas os segredos que podem nos tornar tão estilosas quanto as habitantes das capitais mais famosas da moda, sem gastar demais. ⁣


A moda Imita a Vida: Como construir e deixar sua marca no mundo? Estamos sempre buscando o nosso espaço, e o questionamento é o ponto central da nossa existência. Quando se trata da construção de uma marca, saber o que fazer a seguir tem muito a ver com refletir sobre sua identidade. A moda imita a vida apresenta uma narrativa em torno de entrevistas com alguns dos principais profissionais do ramo, sobre identidade, imagem, posicionamento e ações, além de um guia para ajudar no autoconhecimento da marca. ⁣


A Moda e seu Papel Social: Nesse livro, um histórico das relações que mediaram a criação e as transformações no uso da moda mostra como sua função de indicar status social foi gradativamente alterada nas sociedades contemporâneas para a de fator de construção da identidade do indivíduo. As discussões histórica e sociológica desenvolvidas serão de grande interesse para os estudiosos da cultura, que encontrarão elementos para compreender os complexos mecanismos que definem a aprovação e a adoção de determinada aparência por membros de um grupo.⁣





Em 2018, a Netflix lançou uma das suas produções originais mais comentadas no Twitter: ‘Para Todos Os Garotos Que Já Amei’ baseada no livro homônimo da Jenny Han publicado em 2014. O filme fez tanto sucesso que ainda em 2018 decidiram que os outros livros da série também virariam filme - e claro que isso ajudo a popularizar, e muito, os livros. ⁣

 Em ‘Para Todos Os Garotos Que Já Amei’  Lara Jean é arrancada do seu mundo de faz de conta e passa a ter um relacionamento real com Peter, já em ‘P.S.: Ainda amo você’ Lara Jean amadureceu e aprendeu a lidar com um relacionamento que existia fora da sua cabeça.⁣

Na conclusão da trilogia, ‘Agora e Para Sempre, Lara Jean’, Lara Jean está no último ano do Ensino Médio e está passando por todos os dilemas tradicionais da idade que vão desde a faculdade, crescer e deixar a infância para trás, como o futuro do seu primeiro relacionamento. Isso sem contar os dilemas familiares - que existe para todo mundo. ⁣

A questão sobre este livro é que ele prometia fechar com chave de ouro a história que ganhou nossos corações, mas não foi bem isso que aconteceu. É notório que o nível da história foi caindo ao longos dos volumes e este livro é totalmente dispensável pois vai do nado para o lugar nenhum. Apesar de ter clareza que eu não sou o público alvo do livro, os personagens são muito mal desenvolvidos. Não é questão de pegar antipatia do personagem, é sobre eles serem superficiais e previsíveis. Claro que como a história é narrada em primeira pessoa, pela Lara Jean, é natural que você não conheça muito os outros personagens, mas neste volume ela tem a profundidade de um copo de água. ⁣

A Lara Jean se tornou uma personagem extremamente passiva, sem personalidade e deixando que a vida dela seja guiada pelo Peter e o que me chama mais atenção é como ela foi se anulando ao longo do relacionamento dela. Antes ela era uma personagem independente e com vida própria, neste volume ela co-existe com o Peter e em alguns momentos eu acho que teria sido melhor ter transformado o Peter no narrador da história de uma vez. ⁣

Eu terminei o livro com a sensação de que este livro existe com a única finalidade de ganhar dinheiro. Além de tudo, não tem constância no tempo narrativo: o livro é quase todo lento, mas não de um jeito ruim, só que chega nas últimas 30 páginas e ainda falta acontecer todos os desfechos, então Han corre para finalizar tudo. Ela deveria ter colocado menos elementos narrativos ou se planejado para fecha-los ao longo da história. Não é um livro RUIM (já li muitos livros piores), mas está longe de ser bom. Falta um tempero (e algumas re-escritas) para torna-lo melhor. Outra coisa que senti falta foi um epilogo. ⁣

Acredito que assim como eu, todas aquelas que foram (ou ainda são) adolescentes introvertidas, tímidas e que gostavam de livros fofos, queriam um Peter Kavinsky  nas suas vidas: aquele cara bonitão, extrovertido, popular e que, mesmo sem motivo algum, é completamente apaixonado por você. E tá tudo bem, um pouco de clichê é bom - especialmente quando se tem 15 anos. Acredito que um dos grandes motivos pelos quais o livro fez sucesso é porque ele mexe com o desejo inconsciente de um príncipe encantado moderno que traz emoção para a sua vida. ⁣

Fico me perguntando até que ponto livros com esse tipo de clichê são saudáveis e até quanto é aceitável propagar para meninas jovens de que, indiretamente, você precisa de um cara que para transformar sua vida ‘mais ou menos’ em uma vida incrível. 





  • Correspondentes – Bastidores, histórias e aventuras de jornalistas brasileiros pelo mundo (Globo Livros): Quantas histórias incríveis os correspondentes internacionais não têm? Neste livro, eles contam os bastidores da notícia e os desafios das reportagens (não resisti ao trocadilho do Profissão Repórter, hahaha). Além disso, leitor encontra QR-Codes que redirecionam para um site, onde é possível assistir a 274 reportagens relacionadas ao conteúdo do livro; 
  • Refúgio no sábado - Míriam Leitão (Intrínseca): se por um lado estamos acostumados com as análises econômicas, neste livro é possível conhecer um outro lado Míriam Leitão através das suas crônicas; 
  • As Margens do Sena - Reali Jr (Editora Ediouro): Mais um livro sobre correspondente! Neste livro, o próprio Reali Jr conta suas histórias e as cenas dos bastidores dos personagens mais marcantes de 40 anos de história do Brasil; 
  • Charb - Pequeno tratado da intolerância (Editora Planeta): pequenas paixões da vida cotidiana sempre trouxeram à tona os piores instintos do cartunista e jornalista francês, Stéphane Charbonnier, que foi diretor da Charlie Hebdo de 2009 até 2015, quando morreu, durante uma reunião de pauta, no atentado terrorista à revista satírica francesa;
  • O Livro Amarelo do Terminal - Vanessa Barbara (SESI SP): Histórias do cotidiano do maior terminal rodoviário da América Latina. Recomendado ao público que ama histórias de pessoas simples mas que fazem parte da nossa vida de forma que nem nos damos conta; 


(Post original no Instagram @PerdidoNaEstante


Livros de ficção escrito por jornalistas

1984 - George Orwell (Companhia das Letras): Uma das maiores obras do século XX e último livro do George Orwell, 1984 narra a vida de Winston, alguém que vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão⁣
Funny Girl - Nick Hornby (Companhia das Letras): Funny Girl fala de cultura popular, juventude e velhice, fama, diferenças de classe e trabalho em equipe, em um retrato fascinante da exuberância da juventude e do processo criativo, nos anos de 1960⁣
Garota Exemplar - Gillian Flynn (Intrínseca): Um dos meus livros favoritos, Garota Exemplar é um livro de suspense envolvente que começa no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne, quando a linda e inteligente esposa de Nick desaparece da casa deles às margens do rio Mississippi. Sinais indicam que se trata de um sequestro violento e Nick rapidamente se torna o principal suspeito⁣
Eu Odeio Te Amar - Liliane Prata (Editora Gutemberg): Debora estava prestes a embarcar em um conto de fadas, mas um dia antes do casamento ela flagra o futuro marido em uma situação comprometedora com a irmão do sócio. E agora, esquecer o que viu ou dar adeus a vida perfeita? ⁣
Simplesmente Acontece - Cecilia Ahern (Novo Conceito):  Desde crianças, Rosie e Alex viviam juntos, eles se separaram na adolescência. Os desencontros, as circunstâncias e uma absurda falta de sorte os mantiveram longe um do outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples (este também é um dos meus livros favoritos) ⁣



A Última Carta de Amor - Jojo Moyes (Intrínseca): Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha e fica obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido

(Post original no Instagram @PerdidoNaEstante



Os meses têm passado tão rápido que às vezes me sinto engolida pela vida. Um pouco de exagero meu, eu sei, mas não seria eu se não fosse exagerada. Eu devia ter feito este post a pelo menos uns três dias, mas a vida foi acontecendo e eu acabei deixando para depois. Engraçado como a gente costuma deixar sempre para depois as atividades que realmente gostamos, que nos fazem bem como se justamente por sermos apegados a essas atividades prazeirosas nós tivéssemos uma segurança mais em deixa-la para depois, como se tivéssemos certeza que ela não vai sair dali. Além disso, envolve um certo masoquismo da nossa parte porque muitas vezes nos sentimos culpados por fazermos algo que realmente nos faz feliz, como se sempre a atividade não-prazeirosa viesse em primeiro lugar. Claro que em alguns momentos a obrigação não vai ser prazeirosa e virá sim em primeiro lugar, mas não precisa se tornar um hábito. Não podemos deixar que nossa felicidade esteja sempre em segundo plano.
Eu tenho ficado bastante envolvida com o trabalho, com o fim da faculdade tenho pensado um pouco mais no que eu quero de carreira e o que eu almejo da vida em si. Eu tenho mais um ano e meio (me formo em Dezembro de 2020) pela frente até a formatura, mas a verdade é que essa é uma reflexão muito profunda que preciso fazer e a melhor forma é me conhecendo bem. Quando a gente termina a escola parece que as pessoas têm um pouco mais de paciência com as nossas indecisões e dúvidas, mas agora já temos vinte e poucos anos e, na concepção de muito, já temos idade o suficiente para sermos tratados como adultos de verdade. Longe mim querer fugir das minhas responsabilidades de "adulta de verdade", mas, hoje em dia, aos 20 e poucos anos não somos mais tão adultos quanto antigamente. Temos mais indecisões porque temos mais possibilidades. Temos mais angústias porque somos mais cobrados e, especialmente, estamos vivendo mais tempo e aceitando novas maneiras de se viver. Toda geração acha que a sua geração é a mais progressista, a que mais fez pela sociedade, mas eu acredito de verdade que essa minha geração está se tornando mais tolerante quanto a individualidade de cada um - mas longe de ser o paraíso que pintam por ai.


Que em Setembro a felicidade seja prioridade.

Beijos
S.S Sarfati



Que ler é bom todo mundo sabe, mas algo que impede algumas pessoas a se jogarem no mundo maravilhoso da literatura é o preço dos livros. Eles são muito caros! A maior parte do lucro vai para a editora (e mesmo assim o mercado editorial está em crise) e o autor não chega a receber nem 10% em alguns casos e por isso que se diz que no Brasil não é possível viver exclusivamente como escritor de livros. Ebooks deveriam ser uma solução para isso, mas em alguns casos os exemplares digitais têm o mesmo preço - ou até mais caros que os livros físicos. Uma solução para driblar o valor alto é comprar em sebos: o que não tem de cheirinho de livro novo tem em preço baixo. Claro que o valor varia de acordo com a obra em questão, o estado do livro e o próprio sebo, mas em geral os preços são mais amigáveis do que em livrarias tradicionais - e você ainda vai estar ajudando o meio ambiente reutilizando um livro ao invés de comprar um novo. 
Justamente para celebrar os livros baratinhos que eu decidi que Agosto seria o mês daquele livro barato que você levou justamente porque o preço estava ótimo. Para mim o livro da vez vai ser Eu Odeio Te Amar da Liliane Prata. Se você tem a mesma idade que eu você provavelmente leu a revista Capricho na adolescência e por isso deve ter lido a crônica da última página que durante muito tempo foi a Lili que escreveu (depois foi a Bruna Vieira, se não me engano). Eu amava os textos dela, mas nunca tinha me ligado em ler um livro dela até que encontrei um exemplar por R$ 10. 


Eu ainda não comecei (estou meio atrasada este mês, rs), mas li muitos comentários positivos na internet então estou bem animada. Tenho certeza que vai valer a pena eu colocar este Eu Odeio Te Amar no meio da minha rotina maluca. 

Você já leu algo da Lili Prata? Tem vontade de ler?
Me adiciona no Skoob para trocarmos dicas literárias :)

Beijos
S.S Sarfati 





O mês de Julho foi um mês muito agitado na minha vida e eu tive que lidar com muita coisa que não foi exatamente agradável, mas se teve algo que eu lidei muito bem com a minha leitura do mês de Julho: A Guerra Não Tem Rosto de Mulher de Svetlana Alexijevich.
Alexijevich foi a ganhadora do Prêmio Nobel (o maior prêmio da Literatura Mundial) em 2015, sendo apenas a 14º mulher a levar o prêmio de 114 vencedores, com seus livros reportagens que abordam em peso o cotidiano da ainda tão enigmática Rússia. A jornalista escreve livros com relatos de testemunhas e tem como suas principais obras Vozes de Chernobyl e O Fim do Homem Soviético. Pela temática que ela aborda já é possível perceber que ela tem coragem. Não são todos os seus livros que estão disponíveis no Brasil, mas com o seu sucesso crescente no mercado editorial brasileiro a tendência é que os outros livros cheguem aqui. O mais recente foi As Últimas Testemunhas que apesar de escrito em 1985 só chegou em terras tupiniquins em 2018, ainda que tenha tido uma edição pouco relevante no fim da década de 1980. 
Fazia muito tempo que eu estava afim de ler o livro sobre Chernobyl uma vez que o desastre sempre chamou minha atenção (desde antes da série, sempre fui fascinada pela radiação e seus efeitos), mas sempre achei meio caro (não me levem a mal, mas eu sou apenas uma estagiária) até que um dia eu fui comprar um livro e sem querer comprei A Guerra Não Tem Rosto de Mulher e só percebi quando cheguei em casa! Como já queria ler a obra da Svetlana Alexijevich não achei tão ruim assim. Só que pelos comentários que eu já havia lido na internet era um livro tenso então quis me programar para ler justamente em um período em que eu estivesse com a vida mais tranquila, como as férias. Este é o primeiro livro de um ganhador de Nobel que eu leio. 
Confesso que eu esperava mais do livro. Não que ele seja ruim, mas acho que fui com expectativas demais. Eu achei que Alexijevich teria um papel maior do que juntar os depoimentos - o que por si só já é ótimo e eu gosto tanto a ponto de querer fazer um livro reportagem de relatos como TCC. A real é que o livro fornece uma perspectiva que é sempre ignorada quando o assunto é guerra: a perspectiva feminina. Quando entramos em contato com a guerra através de um livro ou um documentário, por exemplo, estamos tão acostumados a ver o ponto de vista masculino como único que nunca nos questionamos se houveram mulheres envolvidas e em A Guerra Não Tem Rosto de Mulher é gritante a participação das mulheres russas - e isso nunca foi algo ensinado nas escolas. Alexijevich escreveu o livro em meio a Cortina de Ferro que foi a censura soviética que proibia a divulgação de qualquer informação que envergonhasse o regime e por isso este livro teve alguns relatos censurados na sua publicação em 1985 tanto que em 2004 foi lançada uma nova versão do livro com os relatos censurados e alguns novos de mulheres que procuraram a autora após o lançamento da obra.

E você, já leu alguma coisa da Svetlana Alexijevich? Me conta :)
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Beijos
S.S Sarfati