Os Irmãos Grimm foram dois irmãos (Jacob e Wilhelm) que ficaram conhecidos por se dedicarem ao registro de várias fábulas infantis (tais quais Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve e Bela Adormecida) e assim, eles ganharam notoriedade mundial.   O que muita gente não sabe é que antes dos irmãos Grimm, os contos de fadas eram verdadeiras histórias de terror. Um exemplo disso são as irmãs da Cinderela que cortaram os pés para caberem no sapatinho. Essas histórias tinham como ponto de partida uma floresta e, advinha só, essa floresta existe mesmo!   

Localizada na Alemanha (no estado de Baden-Wurttemberg) e com mais de 200km de extinção, a Floresta Negra (ou Schwarzwald) tem esse nome por conta da sua vegetação e um movimentado ponto turístico para quem visita a Alemanha. Faz fronteira com a Suíça e a França.  E não é coincidência que a floresta e o bolo terem o mesmo nome: o bolo floresta negra foi inspirado nesta mesma floresta. O modelo de relógio Cuco também surgiu nessa região (até tem um Museu dos Relógios).

Apesar de ser uma região muito bonita e rica culturalmente, ela não é muito visitada por turistas estrangeiros. A região é mais focada no turismo local e por isso toda a comunicação é voltada na linguagem local, não favorecendo aqueles que não falam alemão.   Com certeza quando eu for a Alemanha vou querer a Floresta Negra, apesar de turismo ambiental não ser muito o meu estilo. 




'Refúgio no Sábado' foi uma das mais maravilhosas surpresas que eu poderia ter tido neste conturbado 2020. Nunca fui de entender muito as notícias econômicas e por mais que tentasse me inteirar do assunto e acabasse fazendo isso através dos comentários da Míriam Leitão para a CBN, não entendia de verdade o que estava acontecendo. Respeitava o trabalho da Míriam Leitão pela sua história e por seus trabalhos passados, mas não era capaz de entender 'lhufas' dos seus comentários econômicos. Não é você Míriam, sou eu. Fui muito mal na matéria de 'Jornalismo Econômico' na faculdade porque o professor disse que eu não tinha criatividade para falar do assunto.


Outro fato interessante sobre mim é que eu também não costumo gostar de livros de crônicas. Sinto que não me apego ao livro, que a leitura se torna muito leviana e racional e eu prefiro algo mais ‘solto’. E até aí tudo bem, cada um tem uma preferência na hora de ler, mas a questão é que quando comecei a ler ‘Refúgio no Sábado’ eu me deparei com um universo completamente novo e de uma sensibilidade ímpar.


Essa é a minha parte favoritas das crônicas: é como se você pulasse em uma piscina e a água fosse o mundo de quem escreve. É uma imersão involuntária por parte de quem lê e um exercício de nudez de quem escreve. ‘Refúgio no Sábado’ é de tanta sensibilidade que é impossível não terminar o livro se sentindo próximo da autora enxergando ela quase que como um amiga que você não vê há alguns anos. 


Eu me segurei para não grifar quase tudo e não marcar quase todas as crônicas como minhas favoritas. Por isso encerro esta resenha com uma frase do livro: “É comum ouvir que o Brasil não tem historia, nem viveu conflitos e por isso carrega esses defeitos da conciliação excessiva, da aceitação do inaceitável. Fiquei com a impressão este ano de que o país, na verdade, é uma coleção de gritos, revoltas e revoluções locais. E que cada pedaço de nós conhece uma parte desse mosaico de rebeliões com as quais construimos nosso caminho”







A série de livros escrita por Douglas Adams na década de 1970, foi originalmente transmitida na Radio BBC 4 em 1978 e seus cinco volumes foram publicados entre 1979 e 1992. Até o ano de 2005 os livros já tinham sido traduzidos para mais de 30 idiomas. 


Mais de 250 mil cópias de O Guia do Mochileiro das Galáxias foram vendidas em apenas três meses após o lançamento. Originalmente estava planejado uma série com apenas três livros, mas Adams acabou decidindo prolongar a saga com mais dois livros - o que deixou a narrativa conhecida como ‘trilogia de cinco’. Em 2009, oito anos após a morte de Adams,  Eoin Colfer, um fã da série, publicou um sexto volume chamado 'E tem outra coisa...'  - e tudo com a autorização dos herdeiros do autor da série. ⁣ 

Houveram diversas adaptações para a televisão e até hoje referência ao Guia do Mochileiro das Galáxias aparece na cultura pop. Em 2019 foi anunciado que o streaming estadunidense Hulu lançaria uma série baseada nos livros em 2021, mas por conta da pandemia a produção atrasou e a série foi adiada para 2022. A boa notícia é que circulou nas redes sociais no começo de Agosto é que a série foi renovada para uma segunda temporada antes mesmo da estréia. ⁣

 O dia 25 de Maio, além de ser o dia do Orgulho Nerd, é o Dia da Toalha. Segundo o Guia, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar⁣

Atualmente o Guia do Mochileiro das Galáxias é editado pela Editora Arqueiro e está com uma edição nova que é o compilado dos cinco livros, mas ainda é possível encontrar os volumes separados para vender.


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 ‘O Homem Com Cabeça de Urubu’ é um livro nacional de fantasia urbana do Glauber Costa que começa quando aparece um homem com cabeça de urubu aparece na cidade e ninguém, além do protagonista,  parece notar. Estaria ele ficando maluco?

Para quem não está acostumado a ler Fantasia, a ideia de algo amarrado a realidade, mas sem uma explicação pode soar esquisito e até mesmo meio absurdo algumas coisas simplesmente não terem explicação, falo por mim: li poucos livros de Literatura Fantástica e em alguns momentos parece que meu pensamento não acompanha o que acontece no livro e eu me sinto uma burra.


Sem falar no preconceito que o gênero encontra por muitas vezes, de maneira errada, ser considerado infantil. Se você concorda com esta premissa, por favor desfaça esse preconceito aí e uma ótima maneira de começar com isso é com ‘O Homem Com Cabeça de Urubu’


Ele tem uma certa atmosfera horripilante e intensa que te assusta, mas te envolve ao ponto de você ficar morrendo de curiosidade para saber o que vem depois - ainda que eu tentasse, eu não conseguia imaginar o que aconteceria nos capítulos seguintes. 


É um livro curto, tem 50 páginas, mas magnético. Ao mesmo tempo que eu pensava ‘meu deus, o que é isso?’ pq era um livro completamente fora da minha zona de conforto, eu não tinha vontade de parar de ler. A escrita do Glauber é tranquila e rápida: diz o que precisa ser dito, sem enrolações e tem um bom ritmo: não tem partes que passam muito rápido e partes que vão muito devagar. O livro é constante e eu acho isso um ponto super positivo.


Não posso dizer que é um ponto negativo, mas sim algo que eu estranhei um pouco: um maior coesão entre os capítulos, mas talvez tenha sido a intenção do autor nos colocar no novo capítulo sem entender direito o que estava acontecendo. 


Uma coisa que eu fiquei pensando, mas não consegui chegar a uma conclusão alguma é qual seria a metáfora para o urubu? Tive muito claramente a impressão que a escolha do animal teve um motivo claro, mas não consegui identificar. O livro também se encontra disponível no Kindle Unlimited.





Apesar dos alemães terem assinado a rendição em 08/05/1945, o fim oficial da II Guerra Mundial só viria a ser no dia 15/08/1945 com a rendição japonesa. Apesar disso, o motivo que levou a maior potência capitalista do mundo a uma medida tão extrema quanto uma bomba nuclear é controverso e não há um consenso entre os historiadores se realmente vidas civis foram poupadas com a rendição japonesa ou até mesmo se a rendição só ocorreu por conta das explosões. A grande maioria dos mortos foram civis.⁣

Dos 350 mil habitantes que a cidade de Hiroshima tinha, 140 mil morreram e os números não oficiais são ainda mais assustadores: 240 mil pessoas teriam morrido por conta de algum efeito colateral da bomba. Cerca de 70% das construções da cidade ficaram afetadas e mais de 90% dos médicos e enfermeiros da cidade morreram ou se feriram gravemente. Três dias depois, 09/08, houve outra explosão na cidade de Nagasaki. Apesar de ter maior força, a geografia da cidade favoreceu os habitantes: foram 74 mil mortos oficialmente.⁣

 Os Estados Unidos tinham planos para outras sete bombas nucleares e, no final do ano de 1945, mais de 20% dos estadunidenses apoiavam a detonação de outras bombas no território japonês. Algo que contribuiu para essa percepção positiva das bombas por parte dos americanos foi a censura governamental que impedia as fotos de cadáveres e pessoas mutiladas. Apesar de fotos explicitas serem comuns ao jornalismo da época, na ocasião só eram divulgadas as fotos do cogumelo atômico. ⁣



A Última Mensagem de Hiroshima: O que vi e como sobrevivi à bomba atômica - Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki. As consequências da bomba atômica foram devastadoras, e não apenas no que diz respeito à saúde daqueles que se encontravam nas imediações do epicentro, como é o caso do Takashi, que exercia o ofício de soldado na época: os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato de as consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita.


Hiroshima - A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima em agosto de 1945. Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. O texto tomava a edição inteira da revista The New Yorker, uma das mais importantes publicações semanais dos Estados Unidos. O trabalho do repórter alcançou uma repercussão extraordinária. Sua investigação aliava o rigor da informação jornalística à qualidade de um texto literário.



O Último Trem de Hiroshima - Entre a desintegração imediata e a sobrevivência precária, carregada de sequelas de envenenamento, o autor dá voz aos habitantes que viveram o maior ataque com vítimas civis até aquele momento. Não há como determinar um número preciso, mas há consenso que cerca de cem mil pessoas morreram devido às explosões - que até então só haviam sido testadas em locais desabitados.  Baseado em depoimentos de sobreviventes das bombas atômicas.


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Eu leio! Começou em 2017 quando eu me mudei para SP e eu passei a ler pelo celular no transporte público. Era um livro físico e um digital, só que às vezes eu empacava no livro - especialmente no físico. Em 2018 eu criei um desafio literário que tinha como objetivo me fazer ler mais, desempacar dos livros chatos (sim, eu NUNCA abandono um livro, mas isso eu falo melhor outro dia) e por isso eu tinha uma meta de páginas para serem lidas por dia. Na teoria parece perfeito, mas na prática nem sempre dava para ler todos os dias ou o livro era meio chatinho. 


O que eu comecei a fazer foi que na virada do mês eu começava a ler o livro do mês e deixa o empacado de lado para voltar nele quando tivesse oportunidade e em quase todos os casos deu certo. Eu só precisava de um tempinho. E assim eu cheguei a ler três ou quatro livros ao mesmo tempo. Funcionou para mim!


‘Sofi, você não confunde as histórias?’ Não! Eu também achava que isso iria acontecer, talvez por eu gostar de escolher assuntos bem diferentes isso nunca me ocorreu. Inclusive tenho uma recomendação de livro sobre isso: ‘Tia Julia e o Escrevinhador’. Publicado em 1977 por Mario Vargas Llosa (Prêmio Nobel de Literatura em 2010), a confusão de história é um dos planos de fundo da história [posso falar mais sobre o livro em outra oportunidade].

 

‘Você está lendo todos os livros da foto?’ Sim, e vou te contar sobre eles: ‘Refúgio no Sábado’ era o livro de Julho e por vários motivos eu não terminei de ler. Acho que por ser um livro de crônicas, não tinha muito ritmo para ler muita de uma vez  (apesar de serem crônicas maravilhosas), então quando virou Agosto comecei a ler ‘Moda Com Propósito’ e todo dia leio uma crônica ou duas - assim devo acabar o livro ainda este mês. 


No Kindle, muito por conta da praticidade, eu sempre leio mais de um único livro. Por lá estou lendo 'A História das Constituições Brasileiras' do Marco Antônio Villa e 'Romance Concreto' da Aimee Oliveira. Para o meu TCC eu preciso ler apenas três capítulos do livro do Villa, então estou lendo bem aos poucos (mas devo acabar ainda esta semana). O livro da Aimee eu comecei a ler quando estava em quarentena na casa da minha mãe e quando voltei para São Paulo, acabei deixando de lado, mas quero muito voltar porque o livro é muito amorzinho (e ler no Kindle é muito prático).


Outro livro que estou lendo é uma versão adaptada de 'O Capital' (originalmente escrito por Karl Marx e adaptado por Paul Lafargue) : ao longo da faculdade (2017-2020) eu já tive que ler vários trechos do livro e em 2018 eu decidi que queria entender um pouco mais sobre o assunto e comprei o livro (como sou leiga no assunto, achei melhor começar por uma versão não integral). Desde então estou nesse vai-e-vem com 'O Capital'.


Ler mais de um livro é algo que faz sentido para mim e me deixa feliz, mas entendo que para algumas pessoas isso pode não ser tão legal quanto é  para mim. Eu tenho TDAH então eu enjoo relativamente fácil do livro e essas ‘trocas’ ajudam a dar maior dinamismo para a minha leitura. 




Algo que poucas pessoas sabem sobre mim é que eu gosto muito de Moda e a minha maior influência para isso foi crescer vendo minha mãe costurar e procurar modelagens nas revistas Manequim. Apesar de ter ganhado um caráter fútil com o passar dos anos, Moda é algo muito sério. Como uma amiga que se formou em Moda ano passado diz: “quem dera a faculdade de Moda fosse sentar e folhear a Vogue!” e justamente para entender mais sobre o assunto, tem alguns livros que eu quero ler: ⁣



Peripécias de uma Estudante de Moda: Susana Brito de Magalhães recebe uma  bolsa para estudar numa renomada faculdade de Moda. Só tem um problema: ela não é nada antenada em tendências, muito menos entende metade dos termos técnicos que seus professores usam em sala de aula.⁣


Use A Moda A Seu Favor: Carla Lemos deixa de lado o senso comum de enxergar a moda como ferramenta de opressão e desenvolve uma narrativa que vai de encontro a uma ideia de moda livre, liberta de padrões convencionais. A ideia aqui é fazer você repensar sua relação com a moda e usar suas roupas como uma força potencializadora dos seus sentimentos, seus valores e suas atitudes, de maneira mais consciente.⁣


História Social da Moda: Nesse livro, a autora traça um interessante panorama da origem da moda e de sua evolução ao longo da história. Fundamental para entender o espaço cada vez maior que a moda ocupa hoje na nossa sociedade.⁣


Os Segredos do Guarda-Roupa Europeu:⁣ Você gosta de todas as suas roupas? Está feliz com a sua maneira de se vestir? Já se pegou desejando ter o estilo dos outros? Ou sentiu que tinha um monte de roupas, mas nada para usar? Quando Anuschka Rees se mudou para Londres, enfrentou o desafio de viver com menos espaço.Aprendeu com suas conterrâneas os segredos que podem nos tornar tão estilosas quanto as habitantes das capitais mais famosas da moda, sem gastar demais. ⁣


A moda Imita a Vida: Como construir e deixar sua marca no mundo? Estamos sempre buscando o nosso espaço, e o questionamento é o ponto central da nossa existência. Quando se trata da construção de uma marca, saber o que fazer a seguir tem muito a ver com refletir sobre sua identidade. A moda imita a vida apresenta uma narrativa em torno de entrevistas com alguns dos principais profissionais do ramo, sobre identidade, imagem, posicionamento e ações, além de um guia para ajudar no autoconhecimento da marca. ⁣


A Moda e seu Papel Social: Nesse livro, um histórico das relações que mediaram a criação e as transformações no uso da moda mostra como sua função de indicar status social foi gradativamente alterada nas sociedades contemporâneas para a de fator de construção da identidade do indivíduo. As discussões histórica e sociológica desenvolvidas serão de grande interesse para os estudiosos da cultura, que encontrarão elementos para compreender os complexos mecanismos que definem a aprovação e a adoção de determinada aparência por membros de um grupo.⁣