• Correspondentes – Bastidores, histórias e aventuras de jornalistas brasileiros pelo mundo (Globo Livros): Quantas histórias incríveis os correspondentes internacionais não têm? Neste livro, eles contam os bastidores da notícia e os desafios das reportagens (não resisti ao trocadilho do Profissão Repórter, hahaha). Além disso, leitor encontra QR-Codes que redirecionam para um site, onde é possível assistir a 274 reportagens relacionadas ao conteúdo do livro; 
  • Refúgio no sábado - Míriam Leitão (Intrínseca): se por um lado estamos acostumados com as análises econômicas, neste livro é possível conhecer um outro lado Míriam Leitão através das suas crônicas; 
  • As Margens do Sena - Reali Jr (Editora Ediouro): Mais um livro sobre correspondente! Neste livro, o próprio Reali Jr conta suas histórias e as cenas dos bastidores dos personagens mais marcantes de 40 anos de história do Brasil; 
  • Charb - Pequeno tratado da intolerância (Editora Planeta): pequenas paixões da vida cotidiana sempre trouxeram à tona os piores instintos do cartunista e jornalista francês, Stéphane Charbonnier, que foi diretor da Charlie Hebdo de 2009 até 2015, quando morreu, durante uma reunião de pauta, no atentado terrorista à revista satírica francesa;
  • O Livro Amarelo do Terminal - Vanessa Barbara (SESI SP): Histórias do cotidiano do maior terminal rodoviário da América Latina. Recomendado ao público que ama histórias de pessoas simples mas que fazem parte da nossa vida de forma que nem nos damos conta; 


(Post original no Instagram @PerdidoNaEstante


Livros de ficção escrito por jornalistas

1984 - George Orwell (Companhia das Letras): Uma das maiores obras do século XX e último livro do George Orwell, 1984 narra a vida de Winston, alguém que vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão⁣
Funny Girl - Nick Hornby (Companhia das Letras): Funny Girl fala de cultura popular, juventude e velhice, fama, diferenças de classe e trabalho em equipe, em um retrato fascinante da exuberância da juventude e do processo criativo, nos anos de 1960⁣
Garota Exemplar - Gillian Flynn (Intrínseca): Um dos meus livros favoritos, Garota Exemplar é um livro de suspense envolvente que começa no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne, quando a linda e inteligente esposa de Nick desaparece da casa deles às margens do rio Mississippi. Sinais indicam que se trata de um sequestro violento e Nick rapidamente se torna o principal suspeito⁣
Eu Odeio Te Amar - Liliane Prata (Editora Gutemberg): Debora estava prestes a embarcar em um conto de fadas, mas um dia antes do casamento ela flagra o futuro marido em uma situação comprometedora com a irmão do sócio. E agora, esquecer o que viu ou dar adeus a vida perfeita? ⁣
Simplesmente Acontece - Cecilia Ahern (Novo Conceito):  Desde crianças, Rosie e Alex viviam juntos, eles se separaram na adolescência. Os desencontros, as circunstâncias e uma absurda falta de sorte os mantiveram longe um do outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples (este também é um dos meus livros favoritos) ⁣



A Última Carta de Amor - Jojo Moyes (Intrínseca): Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha e fica obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido

(Post original no Instagram @PerdidoNaEstante



Os meses têm passado tão rápido que às vezes me sinto engolida pela vida. Um pouco de exagero meu, eu sei, mas não seria eu se não fosse exagerada. Eu devia ter feito este post a pelo menos uns três dias, mas a vida foi acontecendo e eu acabei deixando para depois. Engraçado como a gente costuma deixar sempre para depois as atividades que realmente gostamos, que nos fazem bem como se justamente por sermos apegados a essas atividades prazeirosas nós tivéssemos uma segurança mais em deixa-la para depois, como se tivéssemos certeza que ela não vai sair dali. Além disso, envolve um certo masoquismo da nossa parte porque muitas vezes nos sentimos culpados por fazermos algo que realmente nos faz feliz, como se sempre a atividade não-prazeirosa viesse em primeiro lugar. Claro que em alguns momentos a obrigação não vai ser prazeirosa e virá sim em primeiro lugar, mas não precisa se tornar um hábito. Não podemos deixar que nossa felicidade esteja sempre em segundo plano.
Eu tenho ficado bastante envolvida com o trabalho, com o fim da faculdade tenho pensado um pouco mais no que eu quero de carreira e o que eu almejo da vida em si. Eu tenho mais um ano e meio (me formo em Dezembro de 2020) pela frente até a formatura, mas a verdade é que essa é uma reflexão muito profunda que preciso fazer e a melhor forma é me conhecendo bem. Quando a gente termina a escola parece que as pessoas têm um pouco mais de paciência com as nossas indecisões e dúvidas, mas agora já temos vinte e poucos anos e, na concepção de muito, já temos idade o suficiente para sermos tratados como adultos de verdade. Longe mim querer fugir das minhas responsabilidades de "adulta de verdade", mas, hoje em dia, aos 20 e poucos anos não somos mais tão adultos quanto antigamente. Temos mais indecisões porque temos mais possibilidades. Temos mais angústias porque somos mais cobrados e, especialmente, estamos vivendo mais tempo e aceitando novas maneiras de se viver. Toda geração acha que a sua geração é a mais progressista, a que mais fez pela sociedade, mas eu acredito de verdade que essa minha geração está se tornando mais tolerante quanto a individualidade de cada um - mas longe de ser o paraíso que pintam por ai.


Que em Setembro a felicidade seja prioridade.

Beijos
S.S Sarfati



Que ler é bom todo mundo sabe, mas algo que impede algumas pessoas a se jogarem no mundo maravilhoso da literatura é o preço dos livros. Eles são muito caros! A maior parte do lucro vai para a editora (e mesmo assim o mercado editorial está em crise) e o autor não chega a receber nem 10% em alguns casos e por isso que se diz que no Brasil não é possível viver exclusivamente como escritor de livros. Ebooks deveriam ser uma solução para isso, mas em alguns casos os exemplares digitais têm o mesmo preço - ou até mais caros que os livros físicos. Uma solução para driblar o valor alto é comprar em sebos: o que não tem de cheirinho de livro novo tem em preço baixo. Claro que o valor varia de acordo com a obra em questão, o estado do livro e o próprio sebo, mas em geral os preços são mais amigáveis do que em livrarias tradicionais - e você ainda vai estar ajudando o meio ambiente reutilizando um livro ao invés de comprar um novo. 
Justamente para celebrar os livros baratinhos que eu decidi que Agosto seria o mês daquele livro barato que você levou justamente porque o preço estava ótimo. Para mim o livro da vez vai ser Eu Odeio Te Amar da Liliane Prata. Se você tem a mesma idade que eu você provavelmente leu a revista Capricho na adolescência e por isso deve ter lido a crônica da última página que durante muito tempo foi a Lili que escreveu (depois foi a Bruna Vieira, se não me engano). Eu amava os textos dela, mas nunca tinha me ligado em ler um livro dela até que encontrei um exemplar por R$ 10. 


Eu ainda não comecei (estou meio atrasada este mês, rs), mas li muitos comentários positivos na internet então estou bem animada. Tenho certeza que vai valer a pena eu colocar este Eu Odeio Te Amar no meio da minha rotina maluca. 

Você já leu algo da Lili Prata? Tem vontade de ler?
Me adiciona no Skoob para trocarmos dicas literárias :)

Beijos
S.S Sarfati 





O mês de Julho foi um mês muito agitado na minha vida e eu tive que lidar com muita coisa que não foi exatamente agradável, mas se teve algo que eu lidei muito bem com a minha leitura do mês de Julho: A Guerra Não Tem Rosto de Mulher de Svetlana Alexijevich.
Alexijevich foi a ganhadora do Prêmio Nobel (o maior prêmio da Literatura Mundial) em 2015, sendo apenas a 14º mulher a levar o prêmio de 114 vencedores, com seus livros reportagens que abordam em peso o cotidiano da ainda tão enigmática Rússia. A jornalista escreve livros com relatos de testemunhas e tem como suas principais obras Vozes de Chernobyl e O Fim do Homem Soviético. Pela temática que ela aborda já é possível perceber que ela tem coragem. Não são todos os seus livros que estão disponíveis no Brasil, mas com o seu sucesso crescente no mercado editorial brasileiro a tendência é que os outros livros cheguem aqui. O mais recente foi As Últimas Testemunhas que apesar de escrito em 1985 só chegou em terras tupiniquins em 2018, ainda que tenha tido uma edição pouco relevante no fim da década de 1980. 
Fazia muito tempo que eu estava afim de ler o livro sobre Chernobyl uma vez que o desastre sempre chamou minha atenção (desde antes da série, sempre fui fascinada pela radiação e seus efeitos), mas sempre achei meio caro (não me levem a mal, mas eu sou apenas uma estagiária) até que um dia eu fui comprar um livro e sem querer comprei A Guerra Não Tem Rosto de Mulher e só percebi quando cheguei em casa! Como já queria ler a obra da Svetlana Alexijevich não achei tão ruim assim. Só que pelos comentários que eu já havia lido na internet era um livro tenso então quis me programar para ler justamente em um período em que eu estivesse com a vida mais tranquila, como as férias. Este é o primeiro livro de um ganhador de Nobel que eu leio. 
Confesso que eu esperava mais do livro. Não que ele seja ruim, mas acho que fui com expectativas demais. Eu achei que Alexijevich teria um papel maior do que juntar os depoimentos - o que por si só já é ótimo e eu gosto tanto a ponto de querer fazer um livro reportagem de relatos como TCC. A real é que o livro fornece uma perspectiva que é sempre ignorada quando o assunto é guerra: a perspectiva feminina. Quando entramos em contato com a guerra através de um livro ou um documentário, por exemplo, estamos tão acostumados a ver o ponto de vista masculino como único que nunca nos questionamos se houveram mulheres envolvidas e em A Guerra Não Tem Rosto de Mulher é gritante a participação das mulheres russas - e isso nunca foi algo ensinado nas escolas. Alexijevich escreveu o livro em meio a Cortina de Ferro que foi a censura soviética que proibia a divulgação de qualquer informação que envergonhasse o regime e por isso este livro teve alguns relatos censurados na sua publicação em 1985 tanto que em 2004 foi lançada uma nova versão do livro com os relatos censurados e alguns novos de mulheres que procuraram a autora após o lançamento da obra.

E você, já leu alguma coisa da Svetlana Alexijevich? Me conta :)
Me adicione no Skoob para trocarmos dicas literárias

Beijos
S.S Sarfati




A minha relação com a maquiagem começou quando eu devia ter uns quatro ou cinco anos e assim como com quase todas as meninas foi com a minha mãe. Ela nunca foi usuária assídua de maquiagem, nunca foi muito fã, mas de vez em quando ela usava uma coisa ou outra e eu adorava observa-la se maquiando, como se fosse uma espécie de ritual. Até hoje ela não gosta muito, mas usa mais do que antigamente - acho que tem uma influência minha aí. Além disso, por causa das apresentações de ballet eu precisava usar uma maquiagem bastante específica e desde nova eu já tinha vontade de me maquiar sozinha. O que pouca gente sabe sobre mim é que eu tenho uma prima cinco anos mais velha e que se não fosse por ela provavelmente eu não gostaria tanto de maquiagem como eu gosto hoje. Até hoje eu me lembro do estojo lilás em formato de folha de sombras que ela tinha e eu morria de inveja - de tanto que eu gostei, depois de um tempo eu ganhei um pra mim. Eu lembro de ter uns sete anos e ir com a sombra branca desse estojinho na escola e me sentir um máximo. 
Então o tempo foi passando e eu fui ficando cada vez mais interessada no assunto e lia atentamente tudo o que a Capricho falava sobre, até o almanaque de make deles eu tinha! Alguém mais foi assim? Ao mesmo tempo que eu sinto que isso foi ontem, eu vejo quanto tempo já se passou desde então. Lembro de me inspirar em um dos looks do almanaque para a minha colação de grau em 2011. Nessa época eu era meio Emo (e quem não era?) e usava lápis preto no olho às 7h da manhã para ir para a aula e estava tudo bem para mim porque era assim que eu expressava minha identidade. Eu queria gritar para o mundo que tinha um milhão de pensamentos na minha cabeça e esse foi o jeito que eu encontrei. 
Eu fico profundamente incomodada quando nomeiam a maquiagem como algo fútil porque isso obriga as mulheres que querem ser levadas mais a sério a deixar isso de lado quando, na verdade, o ato de se maquiar é algo muito ligado a identidade e como expomos a nossa. Eu não deixo de saber sobre História porque sei fazer o contorno perfeito para o meu rosto. Uma coisa não anula a outra. Eu curto muito me maquiar, mas não é sempre: quase nunca passo maquiagem para ir trabalhar. 
Eu trabalhei com uma moça que estava sempre falando comigo que eu deveria me maquiar, que eu deveria ser mais vaidosa e etc, sendo que eu sou super vaidosa só não é sempre que eu estou afim de demonstrar minha vaidade. Está tudo bem ser desse jeito. Assim como está tudo bem demonstrar sua vaidade o tempo todo ou nunca demonstrar. Minha mãe, por exemplo, não é apegada a maquiagem, mas é uma verdadeira rainha do skincare. 
Muitos dos hábitos que nós, mulheres, temos é uma verdadeira imposição do patriarcado e são tão enraizados na nossa sociedade que nós nem nos damos conta disso: se maquiar, pintar as unhas e carregar bolsa são bons exemplos disso. Todavia, precisamos ficar bem atentos como abordamos o tema para não fazer o que a sociedade patriarcal faz com as mulheres todos os dias: imposições.
A partir do momento em que alguém diz que todas nós devemos parar de nos maquiarmos porque isso não é nada mais que imposição patriarcalista, quem diz isso não apenas está subjugando a inteligência de quem usa  maquiagem, como quer impor mais uma regra para as mulheres. Eu, Sofia, não sou menos feminista por gostar de me maquiar e quem não se maquia não é mais feminista, feminismo não é uma competição de desconstrução. Feminismo é sobre o nosso direito de escolha, não sobre mais regras. Não existe feminista padrão, não existe uma cartilha com as atitudes da feminista perfeita - tanto porque perfeição não existe.  No caso da maquiagem especificamente é importante não usarmos ela como uma máscara para nos escondermos de nós mesmas. Somos lindas com e sem maquiagem. Precisamos estar confortáveis dentro do nosso corpo independente de qualquer coisa. 
A desconstrução acontece para cada uma de maneira e em tempo diferentes. Eu não me sinto nem um pouco oprimida por usar rímel todos os dias, mas tem quem se sinta - e as duas coisas estão ok. O importante é refletir sobre o hábito, seja este ou qualquer outro, e ver se ele realmente faz sentido para você, se ele se encaixa na sua vida. 

Beijos
S.S Sarfati


Do mesmo jeito que estou feliz que já estamos em Agosto porque Julho custou para acabar (pelo menos para mim) e o final do mês foi marcado por muitas turbulências que me deixaram bastante reflexiva e o que eu acho que tirei de lição dessas situações completamente novas e um tanto inusitadas que vivi é que você nunca sabe realmente o efeito que causa em alguém. Nós passamos tanto tempo focando no individual e no coletivo que esquecemos de pensar no individual inserido no coletivo. Eu sinto que na última semana de Julho eu amadureci mais do que no ano todo.
É como se nem sempre as coisas saíssem como a gente gostaria, sonhasse ou planejasse e que mesmo que a princípio pareça não fazer muito sentido, pode ser que no final das contas tudo se ajeite e talvez o que aconteceu tenha sido exatamente o que precisávamos. Isso tudo faz algum sentido para você?
Eu acredito que tudo na vida acontece na vida por uma razão e quase nunca vale a pena tentar descobrir qual é antes da hora. Às vezes não vale a pena pensar demais. Na maioria das vezes o processo se torna mais importante que o resultado final - e eu me orgulho demais do processo pelo qual eu estou passando para me tornar a melhor versão de mim mesma. Sei que a frase é clichê, mas eu realmente acredito nisso.
Fora essas questões mais reflexivas, estou animada para Agosto (ainda que seja o mês mais longo do ano) porque vão acontecer muitas mudanças na minha vida e eu acredito que todas as mudanças são, de alguma forma, bem vindas. A única constante no universo é a mudança e por isso precisamos abraça-la da melhor forma possível, com o mínimo de resistência. Naturalmente eu sou uma pessoa muito resistente a mudança, mas tento mudar todo dia um pouquinho.
Só quero colocar os pensamentos em ordem (como sempre, só para variar), às vezes é complicado querer ajeitar a vida quando as coisas dentro de nós estão um pouco bagunçadas. Acho que por ter feito terapia nos últimos 10 anos, eu adquiri padrões muito altos de organização mental e não gosto de me sentir confusa, gosto de constância e segurança - e confusão não é exatamente algo constante e seguro. Eu acho muito legal que depois de adulta eu comecei a abraçar mais meus defeitos ao invés de simplesmente querer eliminar-los e, por incrível que pareça, parece que assim eles diminuíram. Só que estar vivo não é seguro ou constante, é perigoso - e que bom porque assim que deve ser. Eu vivo muito dividida porque sei que estar vivo é correr riscos e eu adoro constatar que estou de fato correndo riscos, ou seja, vivendo, mas ao mesmo tempo sofro muito.

E você, como espera que seja seu mês de Agosto?
Beijos
S.S Sarfati