Já vai fazer dois anos que minha vida mudou radicalmente quando eu me mudei para São Paulo para fazer a faculdade dos meus sonhos. Era muita coisa nova: eu estava completamente sozinha na maior cidade da América Latina sendo que eu havia morado quase minha vida toda em uma cidade de 300 mil habitantes! Além disso, eu iria dividir apartamento com uma desconhecida e precisaria administrar meu dinheiro. Eu sempre fui muito responsável financeiramente, mas confesso que deu um frio na barriga "E se eu gastar demais?". Confira abaixo algumas das dicas que eu uso seja para fazer o dinheiro durar até o fim do mês, seja para juntar dinheiro para um objetivo maior ou simplesmente porque é sempre bom economizar, não é mesmo?


1-Não comer fora
Sei que para algumas pessoas parece isso impossível, mas é totalmente praticável. Aqui no Brasil nós temos a cultura, desde a escola, que é mico levar lanche de casa, mas isso é super comum na Europa. Não tenha vergonha de levar desde pequenos lanches até marmitas. Vergonha é gastar dinheiro no quentão precisa! Faça as contas e veja quanto você economizará ao longo de um mês. Claro que às vezes você vai querer se mimar um pouco ou simplesmente esquecer a comida em casa, mas não precisa ser sempre. Ah, não se esqueça de realmente cozinhar suas marmitas ao invés de compra-las prontas (mesmo que você tenha VR, use-o de uma maneira mais inteligente).


2-Anotar o que você precisa comprar
Eu sou a louca das listas! Anoto tudo: desde o que eu preciso fazer no dia até o que eu preciso levar quando vou para a casa da minha mãe, especialmente o que eu preciso comprar no supermercado e sonhos de consumo, seja um mimo para casa ou para mim. Desse jeito eu consigo visualizar melhor o que eu quero e quanto eu vou precisar para conseguir isso. Para o supermercado, além de ser um jeito ótimo de não esquecer o que você precisa, é um bom jeito de não exagerar nas compras.


3-Evitar compras por impulso
Se tivesse uma lista com 10 mandamentos para economizar, este tópico com certeza estaria lá. Compras por impulso são as maiores vilãs do nosso orçamento. É clichê dizer isso, mas se você sabe que não vai se controlar, evite situações em que você vai gastar mais do que pode. Além de não fazer bem para o bolso, não faz bem para o planeta - já que grande parte do que usamos acaba indo para o lixo (recicle!)


4-Controlar as contas da casa
Este foi o ponto  de maior discordância entre eu e a minha ex-companheira de apartamento: eu sou MUITO pão dura quanto as contas da casa e ela era completamente inconsequente. Não entra na minha cabeça como alguém pode não se importar em gastar com algo completamente desnecessário. Claro que você precisa de energia elétrica em casa, mas porque gastar R$ 65 quando você pode gastar R$ 40 se você usar menos o microondas, demorar menos no banho e apagar a luz quando você não está no ambiente? Não colocar comidas quentes na geladeira e cozinhar com a tampa da panela fechada também são ótimas maneiras de economizar.


5-Esperar promoções
Como eu disse acima, quando você não compra por impulso você já está economizando, então quando você espera o preço abaixar para comprar você está economizando mais ainda! Tenha em mente o que você quer e fique de olho em sites e lojas físicas para ver o preço normal (que pode variar de loja em loja) e temporadas de promoções (como a Black Friday agora em Novembro) - e como você já vai saber o preço normal, não será enganado por falsas promoções.


6-Usar cupons de desconto 
Ainda sim quando você encontrar promoções, você vai querer economizar ainda mais não é? Por isso um bom jeito de fazer isso é usando cupons de desconto. O site Cupom Válido, por exemplo, oferece uma série de descontos para as mais variadas lojas.

E você, tem mais alguma dica? Gostaria de uma segunda parte deste post? Me conta :)
Beijos
S.S Sarfati

The Cottage Market 

Eu simplesmente não consigo falar do que eu espero para Novembro, sem fazer uma breve retrospectiva do mês anterior. Gente, o que foi Outubro? Ao mesmo tempo que o mês demorou para passar e parecia que não ia acabar nunca, me engoliu de um jeito que eu não tinha experimentado antes (pelo menos não neste ano). Eu sinto como se em Outubro não tivesse tido tempo nem de respirar e dá para notar pelo abandono que o blog sofreu, né? Ainda bem que este mês horrível acabou e vou poder recomeçar do jeito que eu bem entendo agora em Novembro.
Estou bem animada com o novo mês, de verdade. Vou começar em um novo emprego no próximo dia 5 e espero que só coisas boas podem vir dele, afinal nada na vida é em vão, tudo é aprendizado. Eu ainda não acredito 100% nisso, mas estou me esforçando para mudar o meu mindset porque às vezes sou muito relutante a mudanças. 
É fim de semestre também agora em Novembro, mas apesar das minhas desorganizações vai dar tudo certo. Estou me esforçando para ser cada vez menos desorganizada e sei que ainda este semestre vou colher alguns frutos disso (ainda que seja só eu não ficar surtada hahaha). Parece que quanto mais tempo eu passo na faculdade (estou indo para o quarto ano da faculdade, mas vou me formar em cinco anos), mais eu entendo como as coisas lá dentro funcionam e acabo tirando várias lições valiosas para a minha vida. É tudo muito interligado e é quase triste como eu não conseguia ver isso antes. 
Como já estamos caminhando para os últimos dias do mês (socorro!), sinto que começo a fechar esse ciclo que foi 2018 que definitivamente teve altos e baixos, mas que foi muito focado em um descobrimento interno. Sei que isso parece frase de livro de auto-ajuda (nada contra, só não é meu estilo mesmo), mas foi muito real para mim. Em 2018 eu me virei do avesso várias vezes e por mais doloroso que tenha sido o processo, estou colhendo frutos maravilhosos, mas chega de falar de 2018 como se estivesse no passado! Ainda tem mais 60 dias (se eu não errei nas contas, rs) e muita coisa pode - e vai - acontecer. Estou bastante otimista e espero que você também :)

E você, o que espera para Novembro? Me conta!!

Beijos
S.S Sarfati 



Não que eu saiba como é viver em outras épocas afinal só nasci em 1997, mas eu acredito que hoje em dia algo que realmente complica os relacionamentos é esse desinteresse que nós somos obrigados a demonstrar pelo outro. É aquela coisa "nunca seja a pessoa que mais gosta no relacionamento", "finja que está nem aí", "demore para responder para ele não pensar que é prioridade na sua vida" quando tudo o que você quer fazer é o oposto porque você realmente gosta daquela pessoa, mas precisa manter em segredo dela. 
Parece que quanto menos você se importa com o outro, melhor é para você e isso é horrível. A partir do momento em que passamos a ganhar pontos com nós mesmos ao desprezar os outros isso significa que nós precisamos fazer alguém sofrer para ficarmos bem com a gente, ou seja, isso é crueldade. Nós temos precisado sermos cruéis com quem gostamos e nos importamos afim de nos encaixarmos em padrões sociais completamente egoístas. 
As mais belas canções que existem por aí foram escritas por causa da saudade, da demonstração de amor, carinho e afeto. A questão que é lançada aí é a seguinte: evitamos sentir porque simplesmente não queremos gastar nosso tempo com isso ou evitamos sentir porque temos medo de nos machucarmos? 
De nada adianta estar vivo se não formos viver. Se interessar e demonstrar interesse é exatamente  o que significa estar vivo e interessados em alguém. Ao negarmos voluntariamente isso, só pode significar que deliberadamente estamos evitando sentir porque de alguma maneira achamos que isso vai nos machucar depois. Como nós vamos viver se ficamos enrolados em plástico bolha porque temos medo do desconhecido?
Eu não estou falando dos casos em que uma pessoa finge ter interesse em outra só para alimentar o ego, estou falando sobre quando um alguém gosta de outro alguém, mas escolhe não demonstrar. Isso não entra na minha cabeça, não sei me fazer de durona quando meus sentimentos dizem o contrário.   Sou tudo ou nada e não sei fingir algo que não sou. Deve ser por isso que meus relacionamento não vão para frente. Nunca vai entrar na minha cabeça essa cultura do desinteresse. Cada vez menos as pessoas estão afim de serem destemidas o suficiente para bancarem o que sentem e por isso estão cada vez mais isoladas nos seus mundos. Precisa-se de muito mais esforço e sorte para ter pessoas legais na sua vida.



Beijos
S.S Sarfati


Estamos a apenas três livros do final do Desafio e eu estou tão animada! É muito legal sentir que conseguimos cumprir um projeto tão audacioso quanto este com títulos tão bons quanto os que vimos por aqui. Claro que em 2019 tem mais (já tenho até alguns livros em mente, mas aceito sugestões), mas  por enquanto vamos focar no livro de Outubro. 
Tem sido uma experiencia maravilhosa, cheia de surpresas e desencantos assim como desafiadora em alguns momentos: cada livro tem sua mensagem e em alguns momentos é difícil para o leitor capta-la ou até mesmo interpreta-la. Acredito que se desafiar a sair da zona de conforto literária é sempre positivo e foi isso que aconteceu com o livro de Setembro, Laranja Mecânica.

Sugestão de livro de não-ficção

Eu decidi que queria estudar Jornalismo em 2011 e apesar de todas as minhas dúvidas durante meu último ano do Ensino Médio, acabei optando por este caminho e me formo em  Dezembro de 2020. Justamente pela proximidade do TCC o qual eu tenho interesse em fazer um livro reportagem, assim como o tempo na faculdade (já faz três anos que comecei) neste ano passei a ter um interesse maior em livros de não ficção, especialmente os jornalísticos - mas não os livros técnicos e sim os livros reportagem.
Gay Talese revolucionou o Jornalismo ao inventar o gênero Jornalismo Literário que consiste em escrever o texto jornalístico de maneira mais subjetiva, permitindo ao jornalista ser ao mesmo tempo escritor. Também conhecido como New Journalism (Novo Jornalismo), o gênero tem como grandes escritores Tom Wolfe, Truman Capote e Gay Talese - autor do livro de Outubro, O Voyeur.

O Voyeur - Gay Talese

O Voyeur narra a vida de um homem, casado e com filhos, dono de um motel de 21 quartos que ao longo dos anos usou o seu motel para observar os hóspedes durante sua estadia através de uma falsa grelha de ventilação que dava para um plataforma de observação construída no teto dos quartos. Gay Talese investiga os diários do proprietário analisando o seu comportamento e suas obsessões, só podendo divulga-las após 35 anos.
Talese se envolveu em uma polêmica com a publicação deste livro bastante controverso em algumas partes, colocando em cheque a sua credibilidade jornalística e rendendo grandes debates éticos no ambiente acadêmico para os futuros alunos de Jornalismo. Se você quiser saber um pouco mais sobre o livro, você pode conferir o documentário - disponível na Netflix.

O que você está planejando ler em Outubro? Se interessa por livros de não-ficção? Me conta :)
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Beijos
S.S Sarfati



Todo ano eu digo a mesma coisa quando chega em Outubro, mas caramba, o ano praticamente já acabou e eu não estou sabendo lidar! Ao mesmo tempo em que a gente quer começar a desacelerar as coisas, elas ainda precisam ir rápido para que alguns dos nosso planos se concretizem. Não sei vocês, mas eu tenho algumas coisas em mente e quero muito que até Dezembro elas se tornem realidade.
Para Outubro eu espero conseguir me organizar mais, não aguento mais sentir que minha vida é um emaranhado de coisas. Eu mereço mais, eu sou mais. Não só para a faculdade, mas para a vida pessoal - e isso inclui o blog que eu me desorganizo toda e não consigo cuidar dele tão bem quanto eu  queria. A faculdade eu dou conta de qualquer jeito porque é minha primeira obrigação, mas o restante eu  deixo a desejar. Talvez não para os outros, mas para mim sim e isso que importa. Se colocar em primeiro lugar faz bem, ainda que algumas pessoas não consigam entender isso. 
Eu tenho lido bastante e isso não só me deixa orgulhosa, mas como me faz muito bem. É uma atividade extremamente prazeirosa e uma vez que escolhido bem os títulos é uma atividade intelectual maravilhosa. 
Já estou pensando em algumas coisas para o ano que vem e pela primeira vez em muito tempo pensar no futuro não me assusta e isso me traz calma e serenidade <3

Beijos
S.S Sarfati




Atualmente uma das profissões mais em alta na sociedade é a de influenciador digital/youtuber. É muito curioso pensar nisso porque o que começou há 10 anos atrás como blogueiro e que ninguém levava muito a sério (e ainda tem muita gente que não leva, é só ver a utilização do termo blogueirinha) hoje não só é a profissão de muita gente, como é o sonho de milhares de pessoas das mais diferentes idades, classes sociais e segmentos. 


Claro que um dos aspectos que mais levam pessoas a perseguir esse desejo é a aparente vida perfeita que eles têm graças a internet. Será que querer ter uma vida cercada de viagens internacionais, luxo e mimos é o suficiente para bombar online? Claro que não. A nova geração de influenciadores que virá vai depender muito menos da sorte como muitos dos que estão fazendo sucesso hoje e muito mais de trabalho duro e dedicação. 

Fotos tumblr e feed organizado já não é mais sinônimo de ser blogueirinha, agora é preciso ser produtor de conteúdo. Na prática, o que é que muda? 

Antes era muito mais questão de sorte, de beleza e dinheiro fazer sucesso online, enquanto hoje o mercado no segmento online se tornou um pouco mais democrático, mas não se engane: se você tiver sorte, dinheiro e beleza é muito mais fácil fazer sucesso em qualquer área da sua vida. Além disso, quem quer ser influenciador precisa produzir um conteúdo que de fato influencie alguém e encontrar a melhor maneira de fazer isso é o grande desafio dos produtores de conteúdo. 
Ao ser um produtor de conteúdo você estará sendo seu próprio veículo, ou seja, você estará produzindo conteúdo e construindo um relacionamento com uma audiência que você quer atingir e portanto, irá construir uma comunidade para isso. Ter uma  comunidade é sobre cuidar da sua audiência, ou seja, estar sempre interagindo com eles.  E claro que isso não é fácil.


Envolve criação e desenvolvimento de estratégias para um objetivo geral e táticas para ações pontuais. É muito importante ter objetivos claros e pensar no que será feito para chegar lá. Contudo, ser influenciador não é só ganhar mimos e fazer parcerias com marcas. É muito isso sim, mas não é tudo. É quando o influenciador vira a marca em si e passa a ele fazer a venda. Um exemplo é uma blogueira de maquiagem que passa a vender sua coleção de pincéis em parceria com uma tradicional marca de makes. 


O influenciador vende credibilidade, ou seja, alguém que faz um milhão de publi posts sobre itens de maternidade, por exemplo, perde sua credibilidade pois para de criar conteúdo e só passa a vender o conteúdo das marcas e como é possível confiar em um produtor de conteúdo que além de não produzir nada só quer vender (ou empurrar) para sua audiência produtos? É por isso que tem tanto influenciador famoso sendo jogado na lama ao encontrarem posts racistas e homofóbicos, nenhuma marca quer estar associada a pessoas assim. Por isso é importante manter a ética no seu trabalho e uma boa etiqueta virtual. 

Você achou que este post foi proveitoso para você? Me conte o que achou!
Beijos
S.S Sarfati



Estamos quase no final do Desafio, dá para acreditar? Eu realmente sinto que foi ontem que eu estava pensando sobre quais os temas e títulos que eu poderia escolher para ler em 2018 e agora já estou começando a pensar em 2019! 
Foi muito interessante para mim que ao escolher os livros que eu leria este ano, notei uma clara preferência minha por escritores ingleses. Apesar de sempre ter admirado a cultura britânica nunca foi uma escolha consciente preferir os autores de lá e o título de Setembro não fica fora desse quesito que eu inventei sem pensar e não poderia ser mais diferente do livro de Agosto, O Garoto Está de Volta.

desafio literario

A literatura distopica vem tomando um grande espaço na minha vida desde 2014 quando eu fui apresentada ao gênero com a saga Divergente e decidi que um dia eu escreveria a minha e desde então tenho me interessado cada vez mais em ter bagagem para poder falar sobre o assunto e por isso não poderia não incluir nas minhas leituras deste ano pelo menos um livro deste gênero (na verdade, esse é o segundo porque em Junho eu já havia lido Admirável Mundo Novo na categoria de um livro com mais de 50 anos).
O motivo que eu escolhi Laranja Mecânica foi basicamente porque eu já tinha ele aqui em casa e estava fácil. Não é um motivo muito nobre, mas quando comecei a ler o livro fui notando vários aspectos que eu nunca iria imaginar sobre a história e não vejo a hora de compartilhar por aqui durante a resenha. 

laranja mecânica

Laranja Mecânica se passa na periferia de uma Londres mergulhada em um clima de ultra-violência e marginalidade enquanto o adolescente problemático Alex é líder de uma gangue e em meados da história ele é capturado pelo Estado e passa por tratamento para inibir suas tendências violentas. O livro é todo narrado sob o ponto de vista dele, o que é fundamental para que a história tenha se tornado essa obra prima distópica ao lado de Admirável Mundo Novo e 1984
Eu estou bem no começo do livro ainda então ainda não tive muito tempo de formular uma grande opinião sobre o livro, mas já posso adiantar que achei bem diferente do filme de 1971 dirigido por Stanley Kubrick - que assim como o livro, é um clássico que merece ser assistido.

E você, o que está lendo em Setembro?
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Beijos
S.S Sarfati