Antes de eu tentar explicar a frase, vou falar sobre o fato de geralmente eu compartilhar meus planos para o mês no primeiro dia e este mês estar fazendo isso no meio do mês: eu estou de férias, simples assim. Eu não ando pensando em absolutamente nada. Nadinha, muito menos escrever. Inclusive, acho que este é o primeiro texto que escrevo em 2015. Eu ando vivendo um dia de cada vez, sem grandes expectativas, planos ou lições, por isso não tenho sobre o que escrever.
Na realidade eu tenho sobre o que escrever, só que o ato de escrever é pegar uma situação comum e colocá-la em uma perspectiva diferente e a minha atual perspectiva é tão comum que qualquer coisa que eu escrever vai ficar sem graça. E eu me recuso a escrever algo sem graça. 
Até ler tem me deixado preguiçosa, por isso tenho assistido filmes. Um filme por dia, inclusive tenho pensado em falar sobre eles por aqui de alguma maneira legal, mas não sei. Filmes são maneiras interessantes de analisar as pessoas ao mesmo tempo em que analisamos a nossa vida, em alguns momentos vemos nós mesmos do lado de fora e assim podemos perceber se estamos passando a imagem que nós queremos passar, como se testássemos outras vidas sem sair do conforto do nosso sofá caso tudo dê errado (e ver o que podemos fazer para que tudo dê certo).
Agora sobre o título: embora a vida seja uma estrada contínua que não pare só por que começou outro ano, a mudança de ano é simbólica o suficiente para que acreditemos que no mês do Ano Novo tudo vai ser melhor e eu, por mais do contra que eu seja, não consigo não pensar nisso. Eu não consigo não ficar animada com um novo ano que se inicia e pensar que talvez este ano as coisas possam ser ainda melhores que ano passado. Apesar do que todo mundo estava dizendo por aí, eu gostei bastante de 2014. 
Janeiro é o único mês que não temos bagagem alguma daquele ano e estamos completamente livres para bombar ou afundar completamente nosso ano. Eu espero consegui afundá-lo o mínimo possível. Espero me reunir bastante com pessoas que me fazem bem e feliz e que eu consiga me centralizar o suficiente para o resto do ano (e que eu volte a escrever!)

Beijos
S.S Sarfati

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