É tão estranho pensar que já faz quase um ano que eu assisti a esse filme, uau! Ao mesmo tempo que há uma certa nostalgia dentro de mim, há uma certa saudades e um pouco de  tristeza que os meus dias de cineclubista acabaram - e pior - já faz quase um ano desde que isso aconteceu. "Quanto Mais Quente Melhor" foi uma das experiências cinematográficas mais interessantes e gratificantes que tive até hoje e o fato dela ter acontecido no Cineclube faz dela ainda mais fantástica.
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"Quanto Mais Quente Melhor" é o avô do clássico contemporâneo "As Branquelas". Com tramas muito parecidas e um senso de humor único, cada um para sua época, simboliza uma quebra de expectativa com risadas garantidas.
"Quanto Mais Quente Melhor" é um filme de 1959 que conta em um dos papéis de protagonistas uma das grandes divas da história do cinema, Marilyn Monroe que apesar de todas as histórias que dizem ter sido absurdamente difícil e desgastante gravar esse filme com ela em um papel tão importante, brilhou como uma estrela.
A temática do filme gira em torno de dois músicos que após serem testemunhas de uma chacina da máfia de Chicago em 1929 são obrigados a deixar a cidade sendo que a única chance disso acontecer é se eles deixarem a cidade com uma banda e única banda aceitando músicos naquele momento é uma banda feminina.
Eles não apenas se caracterizam de mulheres, mas agem como mulheres de maneira tão realista que é impossível não gargalhar com algumas das características que eles apontam durante o filme.
É uma temática forte, se for considerado que o filme é da década de 1950. Se até os dias de hoje homens transvestidos e agindo como mulheres "causa" bastante, naquela época era ainda pior. O filme cumpre tudo o que promete, impossível não gostar desse filme. Sério, não imagino alguém dizendo que não gostou de "Quanto Mais Quente Melhor".
Ah, uma curiosidade: o filme termina com a seguinte frase "ninguém é perfeito" e apesar de hoje esta frase ser considerada um bordão popular, até então não. Uma das grandes verdades universais veio deste filme.

Beijos
S.S Sarfati

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