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Agora é oficial: eu tenho dezenove anos. Vocês tem ideia do que é isso? São quase duas décadas! São quase duas décadas que eu não me lembro como vim parar aqui, sério. Muitas vezes eu paro para pensar no que eu fiz nesses últimos quase vinte anos e não consigo pensar em nada. Claro que eu sei que nesse tempo eu me formei no Ensino Médio, tive três publicações, escrevi e publiquei meu primeiro livro sozinha, aprendi um segundo idioma, chorei por quem não merecia, entrei para a faculdade e etc etc etc... Isso sem contar aquelas coisas "básicas" que a gente aprende quando é criança como ler, escrever, falar, andar e coisas do tipo.  Apesar de saber que é muita coisa, eu não sinto como se fosse. 
É engraçado ver como a sua relação com o tempo muda ao passar dos anos e como a relação das pessoas a sua volta também muda. Vivemos em um coletivo, não dá para ignorar o que as pessoas que vivem a nossa volta. Cada um tem uma relação muito particular com o tempo e é incrível analisar isso de perto, sabe naquelas "conversas de buteco" onde todos os participantes têm uma verborragia na hora de falar sobre suas filosofias de vida? São conversas que, apesar de serem desprezadas, são conversas bastante sinceras, especialmente quando são abordados pontos de vista.
Outra coisa curiosa é quando pensamos sobre as pessoas que estão na nossa vida agora, aquelas que estão em nossos pensamentos de alguma maneira, há um mês ou um ano atrás, imaginaríamos que elas estariam ocupando nossa cabeça? Pessoas vêm e vão, mas algumas vêm e vão mais do que as outras. Algumas pessoas chegam e não imaginaríamos que chegariam, outras só vêm e dão um "boom" na nossa vida e outras, tão aguardadas, não provocam tremor nenhum. O melhor tipo de pessoa é aquela que nos faz sofrer um pouquinho. Um pouquinho eu disse. Aquela que nos fazem refletir sobre opiniões seja na conversa ou no jeito de ser. Aquela pessoa que dá um sustinho, que sabe chegar de fininho e nos faz agradecer por ela ter aparecido. Aquela pessoa que nos faz sofrer na medida certa de não despertar tristeza, mas sim novos pensamentos. 
Tenho aprendido muito nesses últimos dezenove anos e anseio para o que vem nos próximos anos. Claro que o desconhecido caminho do tempo, me assusta e me causa insegurança, mas eu sei que os momentos em que eu mais evolui de 1997 para cá foram os momentos que eu me senti insegura.

Beijos
S.S Sarfati

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