Você se lembra quando estávamos conversando semana passada e entre um beijo e outro você me desafiou a escrever um texto sobre você e eu dei um sorriso convencida e ainda disse que não era algo tão difícil assim e que eu até já tinha escrito? Bem, eu meio que menti. 
Não menti de um jeito feio, foi de uma maneira bastante ingênua na verdade. De fato, eu já havia escrito sobre você sim, mas me enganei terrivelmente quando disse que não era algo difícil. Eu passei dois dias quase que inteiros quebrando minha cabeça afim de encontrar o que dizer sobre você, sobre nós, sobre tudo isso que eu estou passando e nada consegui produzir a respeito. Você me deixou sem palavras, rapaz. Considere isso um feito e tanto.
Não sei como te explicar, mas quanto mais eu tentei fugir de você, mais você apareceu para mim. Eu me interessei por você durante alguns dias quando nos conhecemos, mas logo perdi o interesse. Sim, estou falando sério. Alguma coisa em você me fez querer fugir. Você parecia tão seguro, tão maduro que eu fiquei assustada. Talvez eu tenha ficado assustada por achar que você era um cara que eu gostaria de ter por perto. Eu sou extremamente medrosa em relação a pessoas perto de mim. Tenho medo de me envolver, medo de me decepcionar, medo de sofrer e tudo aquilo que nós já conversamos. Posso parecer segura e até mesmo um pouco convencida, mas não se engane: não sou nada disso. 
Então marcamos de sair. Marcamos de assistir um filme no domingo à tarde. Quem vai à um encontro em um domingo à tarde? "Esse cara só pode ser maluco" e eu passei o restante da semana procurando uma desculpa para não ir. Dediquei cada hora que antecipou nossa saída a procurar uma desculpa para não te ver nunca mais. Óbvio que hoje, uns três meses depois, sabemos que não encontrei uma desculpa para não ir ver aquele filme horrível com você, mas eu me diverti. Me diverti como há muito não me divertia. Você foi um verdadeiro cavalheiro e eu comecei a criar algumas expectativas, mas como te falei, minhas expectativas não duram mais do que uma semana. 
E quando eu estava quase me acostumando com sua total ausência, eis que você surge novamente. Sexta à noite ("mais normal" eu pensei), nada melhor do que uma ida ao teatro local para dar início a uma sequencia de bons momentos. Novamente, eu me diverti. Só que dessa vez eu tenho certeza que não fui só eu quem me diverti. Decidi relaxar um pouco e sugiro que faça o mesmo. Eu estou tremendo de medo só de pensar no que pode acontecer, não se engane pela minha pose de moça destemida. Eu não sou tanto quanto gostaria.
Acredito que além dos bons sentimentos, compartilhamos os mesmos medos. No entanto, acredito também que não devemos focar nisso. Vamos compartilhar bons momentos e apenas isso.

Beijos 
S.S Sarfati

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