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Eu não sou a pessoa que vive mil histórias por aí, sejam histórias grandes ou pequenas, simplesmente não sou. Não sei transformar histórias chatas e sem graça em aventuras fabulosas, não sou como o cara de Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas. Por isso raramente conto feitos meus por aqui, a maioria das vezes apenas me baseio neles. Contudo, quase com a mesma freqüência que um cometa raro passa pela Terra, algumas das minhas vivências são realmente dignas de serem passadas a diante. 
Deve fazer em torno de duas ou três  semanas, sou horrível com datas, eu fui para São Paulo (moro a duas horas de lá) visitar uma das melhores pessoas que eu tive o prazer de conhecer na vida. Nos conhecemos no oitavo ano (2010) e embora tivemos uma "fase separada" somos melhores amigas até hoje. Nos consideramos  até mesmo primas porque o padrasto dela é viúvo de uma prima da minha mãe. Enfim, nada disso importa (muito).
Deve fazer uns dois anos que ela está morando em São Paulo e eu ainda não havia ido visita-lá por isso decidi aproveitar essas férias para passar um final de semana na casa dela, além disso, queria sair um pouco da minha "rotina" de férias. Além de ir na casa da minha amiga, ela falou para aproveitarmos e irmos para uma balada juntas e que tinha uma casa noturna na Augusta (baixa Augusta, na verdade) que tinha um open bar a dez reais. Apesar de não curtir muito balada, pela minha amiga e pelo preço eu topei ir. 
Na hora de se arrumar foi aquela animação toda, "miga, essa roupa está boa?" e etc. Fomos de ônibus e metrô (não me achem caipira ou até mesmo provinciana, eu moro em uma cidade muito pequena que no máximo você precisa de um ônibus para ir para a balda. Contudo, é relativamente fácil arrumar uma carona ou rachar um táxi - as distâncias são curtas). Descemos na estação Consolação e caminhamos muito até a casa noturna, entramos na fila. Duas horas depois, ainda estávamos na fila. Estava chuviscando e frio. Era cerca de meia noite e eu já estava sentada na calçada com sono, minha amiga já estava jogando no celular. Decidimos ir embora. Só que estávamos com fome, então advinha o que fizemos? Paramos no Burguer King para comer.
O nossa super rolê do final de semana foi ir para a Avenida Paulista comer BK. Não era nem duas da manhã e nós já estávamos dormindo, que tipo de jovem adulta nós somos?! Essa situação toda me fez refletir sobre uma coisa, não importa quantos anos se passem ou quanto longe nós vamos, algumas coisas nunca vão mudar se formos verdadeiros com a nossa essência e com as pessoas que estão a nossa volta.

Beijos
S.S Sarfati

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