Os meses têm passado tão rápido que às vezes me sinto engolida pela vida. Um pouco de exagero meu, eu sei, mas não seria eu se não fosse exagerada. Eu devia ter feito este post a pelo menos uns três dias, mas a vida foi acontecendo e eu acabei deixando para depois. Engraçado como a gente costuma deixar sempre para depois as atividades que realmente gostamos, que nos fazem bem como se justamente por sermos apegados a essas atividades prazeirosas nós tivéssemos uma segurança mais em deixa-la para depois, como se tivéssemos certeza que ela não vai sair dali. Além disso, envolve um certo masoquismo da nossa parte porque muitas vezes nos sentimos culpados por fazermos algo que realmente nos faz feliz, como se sempre a atividade não-prazeirosa viesse em primeiro lugar. Claro que em alguns momentos a obrigação não vai ser prazeirosa e virá sim em primeiro lugar, mas não precisa se tornar um hábito. Não podemos deixar que nossa felicidade esteja sempre em segundo plano.
Eu tenho ficado bastante envolvida com o trabalho, com o fim da faculdade tenho pensado um pouco mais no que eu quero de carreira e o que eu almejo da vida em si. Eu tenho mais um ano e meio (me formo em Dezembro de 2020) pela frente até a formatura, mas a verdade é que essa é uma reflexão muito profunda que preciso fazer e a melhor forma é me conhecendo bem. Quando a gente termina a escola parece que as pessoas têm um pouco mais de paciência com as nossas indecisões e dúvidas, mas agora já temos vinte e poucos anos e, na concepção de muito, já temos idade o suficiente para sermos tratados como adultos de verdade. Longe mim querer fugir das minhas responsabilidades de "adulta de verdade", mas, hoje em dia, aos 20 e poucos anos não somos mais tão adultos quanto antigamente. Temos mais indecisões porque temos mais possibilidades. Temos mais angústias porque somos mais cobrados e, especialmente, estamos vivendo mais tempo e aceitando novas maneiras de se viver. Toda geração acha que a sua geração é a mais progressista, a que mais fez pela sociedade, mas eu acredito de verdade que essa minha geração está se tornando mais tolerante quanto a individualidade de cada um - mas longe de ser o paraíso que pintam por ai.


Que em Setembro a felicidade seja prioridade.

Beijos
S.S Sarfati

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