A série de livros escrita por Douglas Adams na década de 1970, foi originalmente transmitida na Radio BBC 4 em 1978 e seus cinco volumes foram publicados entre 1979 e 1992. Até o ano de 2005 os livros já tinham sido traduzidos para mais de 30 idiomas. 


Mais de 250 mil cópias de O Guia do Mochileiro das Galáxias foram vendidas em apenas três meses após o lançamento. Originalmente estava planejado uma série com apenas três livros, mas Adams acabou decidindo prolongar a saga com mais dois livros - o que deixou a narrativa conhecida como ‘trilogia de cinco’. Em 2009, oito anos após a morte de Adams,  Eoin Colfer, um fã da série, publicou um sexto volume chamado 'E tem outra coisa...'  - e tudo com a autorização dos herdeiros do autor da série. ⁣ 

Houveram diversas adaptações para a televisão e até hoje referência ao Guia do Mochileiro das Galáxias aparece na cultura pop. Em 2019 foi anunciado que o streaming estadunidense Hulu lançaria uma série baseada nos livros em 2021, mas por conta da pandemia a produção atrasou e a série foi adiada para 2022. A boa notícia é que circulou nas redes sociais no começo de Agosto é que a série foi renovada para uma segunda temporada antes mesmo da estréia. ⁣

 O dia 25 de Maio, além de ser o dia do Orgulho Nerd, é o Dia da Toalha. Segundo o Guia, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar⁣

Atualmente o Guia do Mochileiro das Galáxias é editado pela Editora Arqueiro e está com uma edição nova que é o compilado dos cinco livros, mas ainda é possível encontrar os volumes separados para vender.


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 ‘O Homem Com Cabeça de Urubu’ é um livro nacional de fantasia urbana do Glauber Costa que começa quando aparece um homem com cabeça de urubu aparece na cidade e ninguém, além do protagonista,  parece notar. Estaria ele ficando maluco?

Para quem não está acostumado a ler Fantasia, a ideia de algo amarrado a realidade, mas sem uma explicação pode soar esquisito e até mesmo meio absurdo algumas coisas simplesmente não terem explicação, falo por mim: li poucos livros de Literatura Fantástica e em alguns momentos parece que meu pensamento não acompanha o que acontece no livro e eu me sinto uma burra.


Sem falar no preconceito que o gênero encontra por muitas vezes, de maneira errada, ser considerado infantil. Se você concorda com esta premissa, por favor desfaça esse preconceito aí e uma ótima maneira de começar com isso é com ‘O Homem Com Cabeça de Urubu’


Ele tem uma certa atmosfera horripilante e intensa que te assusta, mas te envolve ao ponto de você ficar morrendo de curiosidade para saber o que vem depois - ainda que eu tentasse, eu não conseguia imaginar o que aconteceria nos capítulos seguintes. 


É um livro curto, tem 50 páginas, mas magnético. Ao mesmo tempo que eu pensava ‘meu deus, o que é isso?’ pq era um livro completamente fora da minha zona de conforto, eu não tinha vontade de parar de ler. A escrita do Glauber é tranquila e rápida: diz o que precisa ser dito, sem enrolações e tem um bom ritmo: não tem partes que passam muito rápido e partes que vão muito devagar. O livro é constante e eu acho isso um ponto super positivo.


Não posso dizer que é um ponto negativo, mas sim algo que eu estranhei um pouco: um maior coesão entre os capítulos, mas talvez tenha sido a intenção do autor nos colocar no novo capítulo sem entender direito o que estava acontecendo. 


Uma coisa que eu fiquei pensando, mas não consegui chegar a uma conclusão alguma é qual seria a metáfora para o urubu? Tive muito claramente a impressão que a escolha do animal teve um motivo claro, mas não consegui identificar. O livro também se encontra disponível no Kindle Unlimited.





Apesar dos alemães terem assinado a rendição em 08/05/1945, o fim oficial da II Guerra Mundial só viria a ser no dia 15/08/1945 com a rendição japonesa. Apesar disso, o motivo que levou a maior potência capitalista do mundo a uma medida tão extrema quanto uma bomba nuclear é controverso e não há um consenso entre os historiadores se realmente vidas civis foram poupadas com a rendição japonesa ou até mesmo se a rendição só ocorreu por conta das explosões. A grande maioria dos mortos foram civis.⁣

Dos 350 mil habitantes que a cidade de Hiroshima tinha, 140 mil morreram e os números não oficiais são ainda mais assustadores: 240 mil pessoas teriam morrido por conta de algum efeito colateral da bomba. Cerca de 70% das construções da cidade ficaram afetadas e mais de 90% dos médicos e enfermeiros da cidade morreram ou se feriram gravemente. Três dias depois, 09/08, houve outra explosão na cidade de Nagasaki. Apesar de ter maior força, a geografia da cidade favoreceu os habitantes: foram 74 mil mortos oficialmente.⁣

 Os Estados Unidos tinham planos para outras sete bombas nucleares e, no final do ano de 1945, mais de 20% dos estadunidenses apoiavam a detonação de outras bombas no território japonês. Algo que contribuiu para essa percepção positiva das bombas por parte dos americanos foi a censura governamental que impedia as fotos de cadáveres e pessoas mutiladas. Apesar de fotos explicitas serem comuns ao jornalismo da época, na ocasião só eram divulgadas as fotos do cogumelo atômico. ⁣



A Última Mensagem de Hiroshima: O que vi e como sobrevivi à bomba atômica - Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki. As consequências da bomba atômica foram devastadoras, e não apenas no que diz respeito à saúde daqueles que se encontravam nas imediações do epicentro, como é o caso do Takashi, que exercia o ofício de soldado na época: os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato de as consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita.


Hiroshima - A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima em agosto de 1945. Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. O texto tomava a edição inteira da revista The New Yorker, uma das mais importantes publicações semanais dos Estados Unidos. O trabalho do repórter alcançou uma repercussão extraordinária. Sua investigação aliava o rigor da informação jornalística à qualidade de um texto literário.



O Último Trem de Hiroshima - Entre a desintegração imediata e a sobrevivência precária, carregada de sequelas de envenenamento, o autor dá voz aos habitantes que viveram o maior ataque com vítimas civis até aquele momento. Não há como determinar um número preciso, mas há consenso que cerca de cem mil pessoas morreram devido às explosões - que até então só haviam sido testadas em locais desabitados.  Baseado em depoimentos de sobreviventes das bombas atômicas.


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Eu leio! Começou em 2017 quando eu me mudei para SP e eu passei a ler pelo celular no transporte público. Era um livro físico e um digital, só que às vezes eu empacava no livro - especialmente no físico. Em 2018 eu criei um desafio literário que tinha como objetivo me fazer ler mais, desempacar dos livros chatos (sim, eu NUNCA abandono um livro, mas isso eu falo melhor outro dia) e por isso eu tinha uma meta de páginas para serem lidas por dia. Na teoria parece perfeito, mas na prática nem sempre dava para ler todos os dias ou o livro era meio chatinho. 


O que eu comecei a fazer foi que na virada do mês eu começava a ler o livro do mês e deixa o empacado de lado para voltar nele quando tivesse oportunidade e em quase todos os casos deu certo. Eu só precisava de um tempinho. E assim eu cheguei a ler três ou quatro livros ao mesmo tempo. Funcionou para mim!


‘Sofi, você não confunde as histórias?’ Não! Eu também achava que isso iria acontecer, talvez por eu gostar de escolher assuntos bem diferentes isso nunca me ocorreu. Inclusive tenho uma recomendação de livro sobre isso: ‘Tia Julia e o Escrevinhador’. Publicado em 1977 por Mario Vargas Llosa (Prêmio Nobel de Literatura em 2010), a confusão de história é um dos planos de fundo da história [posso falar mais sobre o livro em outra oportunidade].

 

‘Você está lendo todos os livros da foto?’ Sim, e vou te contar sobre eles: ‘Refúgio no Sábado’ era o livro de Julho e por vários motivos eu não terminei de ler. Acho que por ser um livro de crônicas, não tinha muito ritmo para ler muita de uma vez  (apesar de serem crônicas maravilhosas), então quando virou Agosto comecei a ler ‘Moda Com Propósito’ e todo dia leio uma crônica ou duas - assim devo acabar o livro ainda este mês. 


No Kindle, muito por conta da praticidade, eu sempre leio mais de um único livro. Por lá estou lendo 'A História das Constituições Brasileiras' do Marco Antônio Villa e 'Romance Concreto' da Aimee Oliveira. Para o meu TCC eu preciso ler apenas três capítulos do livro do Villa, então estou lendo bem aos poucos (mas devo acabar ainda esta semana). O livro da Aimee eu comecei a ler quando estava em quarentena na casa da minha mãe e quando voltei para São Paulo, acabei deixando de lado, mas quero muito voltar porque o livro é muito amorzinho (e ler no Kindle é muito prático).


Outro livro que estou lendo é uma versão adaptada de 'O Capital' (originalmente escrito por Karl Marx e adaptado por Paul Lafargue) : ao longo da faculdade (2017-2020) eu já tive que ler vários trechos do livro e em 2018 eu decidi que queria entender um pouco mais sobre o assunto e comprei o livro (como sou leiga no assunto, achei melhor começar por uma versão não integral). Desde então estou nesse vai-e-vem com 'O Capital'.


Ler mais de um livro é algo que faz sentido para mim e me deixa feliz, mas entendo que para algumas pessoas isso pode não ser tão legal quanto é  para mim. Eu tenho TDAH então eu enjoo relativamente fácil do livro e essas ‘trocas’ ajudam a dar maior dinamismo para a minha leitura. 




Algo que poucas pessoas sabem sobre mim é que eu gosto muito de Moda e a minha maior influência para isso foi crescer vendo minha mãe costurar e procurar modelagens nas revistas Manequim. Apesar de ter ganhado um caráter fútil com o passar dos anos, Moda é algo muito sério. Como uma amiga que se formou em Moda ano passado diz: “quem dera a faculdade de Moda fosse sentar e folhear a Vogue!” e justamente para entender mais sobre o assunto, tem alguns livros que eu quero ler: ⁣



Peripécias de uma Estudante de Moda: Susana Brito de Magalhães recebe uma  bolsa para estudar numa renomada faculdade de Moda. Só tem um problema: ela não é nada antenada em tendências, muito menos entende metade dos termos técnicos que seus professores usam em sala de aula.⁣


Use A Moda A Seu Favor: Carla Lemos deixa de lado o senso comum de enxergar a moda como ferramenta de opressão e desenvolve uma narrativa que vai de encontro a uma ideia de moda livre, liberta de padrões convencionais. A ideia aqui é fazer você repensar sua relação com a moda e usar suas roupas como uma força potencializadora dos seus sentimentos, seus valores e suas atitudes, de maneira mais consciente.⁣


História Social da Moda: Nesse livro, a autora traça um interessante panorama da origem da moda e de sua evolução ao longo da história. Fundamental para entender o espaço cada vez maior que a moda ocupa hoje na nossa sociedade.⁣


Os Segredos do Guarda-Roupa Europeu:⁣ Você gosta de todas as suas roupas? Está feliz com a sua maneira de se vestir? Já se pegou desejando ter o estilo dos outros? Ou sentiu que tinha um monte de roupas, mas nada para usar? Quando Anuschka Rees se mudou para Londres, enfrentou o desafio de viver com menos espaço.Aprendeu com suas conterrâneas os segredos que podem nos tornar tão estilosas quanto as habitantes das capitais mais famosas da moda, sem gastar demais. ⁣


A moda Imita a Vida: Como construir e deixar sua marca no mundo? Estamos sempre buscando o nosso espaço, e o questionamento é o ponto central da nossa existência. Quando se trata da construção de uma marca, saber o que fazer a seguir tem muito a ver com refletir sobre sua identidade. A moda imita a vida apresenta uma narrativa em torno de entrevistas com alguns dos principais profissionais do ramo, sobre identidade, imagem, posicionamento e ações, além de um guia para ajudar no autoconhecimento da marca. ⁣


A Moda e seu Papel Social: Nesse livro, um histórico das relações que mediaram a criação e as transformações no uso da moda mostra como sua função de indicar status social foi gradativamente alterada nas sociedades contemporâneas para a de fator de construção da identidade do indivíduo. As discussões histórica e sociológica desenvolvidas serão de grande interesse para os estudiosos da cultura, que encontrarão elementos para compreender os complexos mecanismos que definem a aprovação e a adoção de determinada aparência por membros de um grupo.⁣





Em 2018, a Netflix lançou uma das suas produções originais mais comentadas no Twitter: ‘Para Todos Os Garotos Que Já Amei’ baseada no livro homônimo da Jenny Han publicado em 2014. O filme fez tanto sucesso que ainda em 2018 decidiram que os outros livros da série também virariam filme - e claro que isso ajudo a popularizar, e muito, os livros. ⁣

 Em ‘Para Todos Os Garotos Que Já Amei’  Lara Jean é arrancada do seu mundo de faz de conta e passa a ter um relacionamento real com Peter, já em ‘P.S.: Ainda amo você’ Lara Jean amadureceu e aprendeu a lidar com um relacionamento que existia fora da sua cabeça.⁣

Na conclusão da trilogia, ‘Agora e Para Sempre, Lara Jean’, Lara Jean está no último ano do Ensino Médio e está passando por todos os dilemas tradicionais da idade que vão desde a faculdade, crescer e deixar a infância para trás, como o futuro do seu primeiro relacionamento. Isso sem contar os dilemas familiares - que existe para todo mundo. ⁣

A questão sobre este livro é que ele prometia fechar com chave de ouro a história que ganhou nossos corações, mas não foi bem isso que aconteceu. É notório que o nível da história foi caindo ao longos dos volumes e este livro é totalmente dispensável pois vai do nado para o lugar nenhum. Apesar de ter clareza que eu não sou o público alvo do livro, os personagens são muito mal desenvolvidos. Não é questão de pegar antipatia do personagem, é sobre eles serem superficiais e previsíveis. Claro que como a história é narrada em primeira pessoa, pela Lara Jean, é natural que você não conheça muito os outros personagens, mas neste volume ela tem a profundidade de um copo de água. ⁣

A Lara Jean se tornou uma personagem extremamente passiva, sem personalidade e deixando que a vida dela seja guiada pelo Peter e o que me chama mais atenção é como ela foi se anulando ao longo do relacionamento dela. Antes ela era uma personagem independente e com vida própria, neste volume ela co-existe com o Peter e em alguns momentos eu acho que teria sido melhor ter transformado o Peter no narrador da história de uma vez. ⁣

Eu terminei o livro com a sensação de que este livro existe com a única finalidade de ganhar dinheiro. Além de tudo, não tem constância no tempo narrativo: o livro é quase todo lento, mas não de um jeito ruim, só que chega nas últimas 30 páginas e ainda falta acontecer todos os desfechos, então Han corre para finalizar tudo. Ela deveria ter colocado menos elementos narrativos ou se planejado para fecha-los ao longo da história. Não é um livro RUIM (já li muitos livros piores), mas está longe de ser bom. Falta um tempero (e algumas re-escritas) para torna-lo melhor. Outra coisa que senti falta foi um epilogo. ⁣

Acredito que assim como eu, todas aquelas que foram (ou ainda são) adolescentes introvertidas, tímidas e que gostavam de livros fofos, queriam um Peter Kavinsky  nas suas vidas: aquele cara bonitão, extrovertido, popular e que, mesmo sem motivo algum, é completamente apaixonado por você. E tá tudo bem, um pouco de clichê é bom - especialmente quando se tem 15 anos. Acredito que um dos grandes motivos pelos quais o livro fez sucesso é porque ele mexe com o desejo inconsciente de um príncipe encantado moderno que traz emoção para a sua vida. ⁣

Fico me perguntando até que ponto livros com esse tipo de clichê são saudáveis e até quanto é aceitável propagar para meninas jovens de que, indiretamente, você precisa de um cara que para transformar sua vida ‘mais ou menos’ em uma vida incrível. 





  • Correspondentes – Bastidores, histórias e aventuras de jornalistas brasileiros pelo mundo (Globo Livros): Quantas histórias incríveis os correspondentes internacionais não têm? Neste livro, eles contam os bastidores da notícia e os desafios das reportagens (não resisti ao trocadilho do Profissão Repórter, hahaha). Além disso, leitor encontra QR-Codes que redirecionam para um site, onde é possível assistir a 274 reportagens relacionadas ao conteúdo do livro; 
  • Refúgio no sábado - Míriam Leitão (Intrínseca): se por um lado estamos acostumados com as análises econômicas, neste livro é possível conhecer um outro lado Míriam Leitão através das suas crônicas; 
  • As Margens do Sena - Reali Jr (Editora Ediouro): Mais um livro sobre correspondente! Neste livro, o próprio Reali Jr conta suas histórias e as cenas dos bastidores dos personagens mais marcantes de 40 anos de história do Brasil; 
  • Charb - Pequeno tratado da intolerância (Editora Planeta): pequenas paixões da vida cotidiana sempre trouxeram à tona os piores instintos do cartunista e jornalista francês, Stéphane Charbonnier, que foi diretor da Charlie Hebdo de 2009 até 2015, quando morreu, durante uma reunião de pauta, no atentado terrorista à revista satírica francesa;
  • O Livro Amarelo do Terminal - Vanessa Barbara (SESI SP): Histórias do cotidiano do maior terminal rodoviário da América Latina. Recomendado ao público que ama histórias de pessoas simples mas que fazem parte da nossa vida de forma que nem nos damos conta; 


(Post original no Instagram @PerdidoNaEstante