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Tem certos textos que eu não faço ideia de como começar. Eu tenho uma ideia pronta na cabeça, o desenvolvimento, algumas frases de efeito e até mesmo uma conclusão, mas não faço ideia de como começar o tal texto. É horrível e dá muita vontade de desistir, só que têm textos bons demais para simplesmente não escreve-los. 
Têm  textos que simplesmente pedem para serem escritos, ele imploram e até suplicam para saírem da mente e irem para o papel, considerando os dias de hoje é mais apropriado dizer que têm textos que simplesmente pulam do cérebro para a ponta dos dedos afim de serem digitados. 
É mais ou menos como se o texto tivesse vida própria desde o momento em que é feito na cabeça do autor e depois que ele é de fato escrito as coisas tornam-se ainda mais radicais e o texto parece um adolescente rebelde pedindo para deixá-lo fazer o que quiser, embora não seja bem assim.
O autor, como boa mãe que é, não vai deixá-lo sair de qualquer jeito. Tem que estar bonitinho, limpinho e cheirosinho, apresentável. Checa-se a ortografia, caligrafia, coesão e coerência e, claro, a temática. É que às vezes o texto está tão impaciente, tão cheio de vontade de se mostrar para o mundo que ele apenas pula da cabeça e às vezes se perde no processo. Você começa falando sobre a camada de ozônio e termina falando sobre bombons trufados. Estranho, mas acontece.
Depois que o texto está arrumado como deve estar, ele é mostrado ao mundo. 
Afinal, um texto só ganha vida quando é lido. Antes disso ele é uma junção de palavras mortas e todo o esforço anterior não valeu de nada. 


Clarice começou um dos seus grandes romances afirmando que tudo começou com um sim. Mais precisamente ela disse que tudo começou começou com um sim e que uma molécula disse sim para outra molécula e assim que a vida começou.
Tudo realmente começou com um sim. Alguém ao invés de dizer não disse sim e uma amizade começou ai. Alguém disse sim para apostar na loteria e ai ficou rico. Alguém disse sim para um apaixonado e começou um relacionamento. Você disse sim para ler esse texto e agora está lendo isso aqui. 
Antes de tudo você teve que dizer sim para as circunstâncias, você teve que aceitá-las. Você teve que dizer sim para estar onde está e fazer o que está fazendo. Você teve que dizer sim para seja lá qual for sua vida, mesmo que você diga que não escolheu a vida que você tem hoje.
Teve que existir um sim para você fazer algo que você odeie, nem que seja um sim apenas pela obrigação moral.
Embora tudo tenha começado com um sim, o não sempre esteve lá. Quando não era dito que sim, o não estava lá implícito esperando sua hora de aparecer, mas dependendo do caso ele nunca era dito e as coisas ficavam daquele jeito, no modo de espera por que nada era decidido. 
Doía. A indecisão doía e de tanto doer a indecisão tornava-se uma decisão presumida. Aquele que seria afetado diretamente pela decisão presumia, escolhia qual era a melhor opção: se era sim ou não. E então a pessoa que tardou a decidir ou nem decidiu vira vítima do seu próprio descaso ou lentidão. Essa pessoa não disse sim para as consequências da decisão, ela disse disse sim para virar vítima das circunstancias ao não dizer nada para se decidir.
Por que tudo começou com um sim: a simples ausência do sim tornou-se não, o descaso do talvez tornou-se sim para o acaso e principalmente o sim começou a valer como faísca para a vida.


Beijos
S.S Sarfati


O que seria um conto se não um pedaço simples de uma história complexa? 
De maneira bem racional podemos dizer que o conto é um gênero hibrido devido à sua enorme semelhança com uma crônica, mas por outro lado é um fragmento pequeno de uma grande história.
Quando você lê um conto você não fica imaginando o que acontece antes ou depois do conto em si? Ou todas as situações que deram aquela que o conto narrou? O mais incrível é que a história nunca acaba. Aquela situação é uma narrativa que gera outra, que gera outra e gera outra. 
Nossa vida é composta por vários contos:  todas as situações que vivemos poderiam dar origem à contos, por mais ingênuas e aleatórias que pareçam. 

Beijos
S.S Sarfati 


Pois é, acontece. 
Você quer falar rios de emoções, mas a vastidão da língua portuguesa parece pouca. Acredite, acontece com muito mais frequência que você imagina e nas melhores famílias. 
Apesar de sermos seres racionais, nada nos impede de termos várias emoções. Só que nós somos seres racionais e não estamos exatamente preparados para lidar com as emoções. Então fica difícil para nós "racionalizarmos" nossas emoções em alguns casos e traduzi-las em palavras. 
Isso não nos faz mais fracos ou algo parecido, só nos torna mais humanos.
Mas preciso admitir que é frustante. Você quer dizer um milhão de coisas, mas sente-se tão incapaz.
Talvez isso até que seja bom, por que quando racionalizamos muito as coisas elas perdem a essência. E tantas coisas racionalizadas por nós já perderam a essência, ainda bem que os sentimentos continuam puros.

Beijos
S.S Sarfati


Não importa quantos anos você tenha, mas se você já assistiu meia dúzia de comédias românticas, certamente já ouviu a clássica "Não é você, sou eu.". Mas não é preciso ter muita experiência no assunto para entender que o que está subentendido na frase é "não sou eu, é você!". E quem escuta tal frase, sabe muito bem disso.
O pior é que essa é o tipo de frase que tem um sentido literal e um sentido figurado, o figurado é que a pessoa que diz é realmente o problema.
É uma mentira universal. Todo mundo sabe que é uma mentira, e mesmo assim, todo mundo continua a dizer. Inclusive, arrisco a dizer que alguns até acreditam. 
A pergunta é: se todo mundo sabe que é uma mentira, por que não dizem a verdade de uma vez? É mais fácil e dá para digerir mais fácil. Ser sincero dói e é mais difícil, mas a dor dura menos. 
As pessoas se esquecem que o mundo dá voltas. E que se hoje o outro é o problema do relacionamento, no seu próximo relacionamento o problema pode ser você. 

Beijos 
S.S Sarfati 

Caso se lembrem bem, se a Gabriela Montez e o Troy Bolton não tivessem ousado e tentado papéis para o musical de inverno, bem, High School Musical não teria nem sequer existido :X

Quando eu digo 'ousar' acho que muitos entendem como 'causar'. São sinônimos hoje em dia. Por isso, como eu adoro fugir do comum, vou falar do outro sentido de 'ousar': o sentido de fazer algo totalmente diferente do que esperam que você faça. 
Historicamente podemos dizer que os jacobinos foram ousados. Caso contrário, talvez a França ainda vivesse em um sistema absolutista. 
Ousar pode ser desde a sua roupa (um dos sentidos mais comuns) até no seu comportamento. E ter um comportamento 'ousado' não quer dizer ser uma piranha. Apenas que você, de vez em quando, não faz o que esperam que você faça. 
Por exemplo: se você vive em um lugar com grupinhos muito bem definidos e por alguma razão, quer socializar com alguém de um grupo diferente do seu, você terá que 'ousar' e ultrapassar os limites, por mais definidos que eles sejam. 
Não estou dizendo que ultrapassar esse limite é fácil, mas navegar é preciso. É preciso se ariscar. E principalmente, é preciso sair da sua zona de conforto. 
É preciso se arriscar. É preciso coragem. É preciso ousadia. É preciso força de vontade.
Mas como eu disse acima, navegar é preciso.

Beijos
S.S Sarfati


Para quem não sabe, hoje é dia do blog. Não desse blog (mas tá pertinho, é dia 8 de setembro!!!), mas de todos os blog.
Pensei em escrever algo dando parabéns a todos que tem um blog e tudo mais, mas então decidi falar sobre como é ter um blog. 
Ter um blog é escrever para o nada e para o tudo ao mesmo tempo. É ter a certeza que você está fazendo tudo direito ao mesmo tempo que você não tem certeza de nada. Ter um blog é ter seu próprio paradoxo online. 
Paradoxo pois é algo tão real para quem escreve, mas é algo que está online, que se um dia der pane no sistema da internet, tudo acabou-se. Desde as postagens, os acessos até o design. 
Ter um blog é se envolver com a intensidade que é ter um blog ao mesmo tempo em que muita gente acha é "um passatempo bobo de adolescente que não estuda".
Ter um blog é se expressar se expressando, é ter uma vida vivendo e principalmente, é ter um blog blogando. 
Ter um blog é algo "ando": uma ação em progresso sem final previsto.


Beijos
S.S Sarfati 


A célebre frase usada pelo atual presidente dos Estados Unidos em sua campanha presidencial em 2008 virou frase popular ao redor do mundo, e óbvio que no Brasil não seria diferente. 
Não precisa ser muito observador para ver que essa frase já foi usada em diversos contextos, principalmente humorísticos. Mas o contexto em que ela vem hoje, não tem nada de humor. É como nós podemos mudar o mundo.
E antes de mais nada: sim, nós podemos! 
Se cada um fizer sua parte, o mundo pode ser diferente. E isso não é coisa de adolescente utópico. 
A partir do momento em que acreditamos que as coisas podem ser diferentes, nós a vemos sobre outros olhos, fazendo-as serem realmente diferentes. 
E ao vê-las diferentes, tudo a nossa volta torna-se diferente. 
Inclusive nós mesmos.
E qualquer grande mudança começa de quem as faz. 

Beijos
S.S Sarfati


Tem uma coisa que anda definindo 2013: não está sendo fácil para ninguém, nem para mim. Tive a ideia de escrever algo assim em Julho, mas acabei deixando de lado a ideia. Mas agora é a hora: em oito meses de 2013, o que será que eu aprendi?


-Dar tempo ao tempo: é horrível e eu odeio. Mas é necessário. Principalmente quando trata-se da relação com as pessoas. Pessoas são complicadas, já disse. Não sabemos o que passa na cabeça da outra pessoa então, tem horas que só acreditando que o que tiver que acontecer vai acontecer.


-Tudo mudou: um dia você acorda, se arruma e vai para o seu lugar de costume, seja escola seja trabalho,  e percebe que está tudo diferente e que você é praticamente um estranho no formigueiro.É difícil aceitar que nós temos um ritmo de giro e o mundo tem outro. E que nem sempre vamos estar sintonizados. Ou seja, teremos que aprender a viver nessa dessintonia.


-Você vai se sentir sozinho: não adianta dizer que isso é coisa de pessoa solitária por que não é. Em algum momento, alguma hora, você vai se sentir abandonado, largado e sem chão. E não há mal nenhum nisso tudo. Quanto mais cedo você admitir isso para si, mais cedo o chão vai voltar.


-A única pessoa que vai mudar sua vida é você: pare de achar que alguém vai mudar sua vida por que não vai. Se você quer ser mais inteligente, você deve ler mais. Se você quer ter mais amigos, você deve ser simpático e agradável. Se você quer uma vida melhor, você deve olhar para sua vida e ver o que está de ruim nela e tentar mudar.


-Você não tem poderes mágicos e quem manda é a Mãe Natureza: você está inserido em um contexto e nem sempre mode mudá-lo. Quase nunca pode, para falar a verdade. Algumas coisas você pode, outras você apenas tem que aceitar e se mesmo assim ainda não estiver feliz, você deve tentar ver o mundo por outros olhos.

-Você não controla tudo: mais do que ninguém eu sei o quanto é difícil apenas aceitar algumas coisas, mas é preciso.


-O mundo não espera você ficar bem: ele continua rodando. Simples assim. Você tem que ficar bem no tempo que dá, não no que você quer. A primeira vista parece cruel, mas com o tempo você percebe que isso tem seu lado bom.


-Desapegue: não imagine, crie ou tente viver sua vida pensando em outras pessoas. Parece egoísta, mas é apenas para não sofrer. Não imagine que você vai ter alguém contigo, a única pessoa que você sempre tem com você, é você mesmo. 


Beijos
S.S Sarfati


Acredite, acredito, acreditei e acreditarei.
É apenas uma palavra, mas se ficar repetindo-a diversas vezes ou, até mesmo, ficar conjugando-a em todos os tempos verbais da nossa língua (é gente, acontece. Tem louco para tudo nesse mundo - Tipo eu.) você verá quanto poderosa ela. 
Ela te impulsiona, ela te leva, as vezes, até te carrega.
É, dói falar isso, mas as vezes não temos forças para irmos sozinhos. E essa palavra, assume o lugar dos nossos pés e nos leva até onde nós queremos ir.
É tão curta e tão poderosa...
Isso me leva a crer que não importa o que te digam ou que deixam de dizer, o que façam, por que sim, você tem que acreditar.
Você tem que acreditar em algo. 
Tudo na nossa vida é fruto do acreditar. 
Tu-do. 
Desde nossa existência. Imagina se não acreditássemos que o que vivemos é de fato real? Se acreditássemos que tudo isso não passa de Deus jogando The Sims ou fruto de uma mente em coma? 
Acredite. 
Acredite por que vale a pena.
Acredite por que é assim que tem que ser.
Apenas acredite. 
E deixe "acreditar" fazer sua mágica. 


Beijos
S.S Sarfati