Uma palavra que resume bem o meu mês de Julho: férias! 
Uma palavra tão pequenininha, mas que traz tanto alívio não só para mim, mas para tantos outros angustiados como eu. Ontem, na hora de ir dormir, só de saber que acordaria no primeiro dia oficial das minhas férias, eu até dormi mais tranquila. Sabe quando você simplesmente deita na cama e o sono vem? Então.
Acho que fiz algumas coisas boas para ganhar toda essa tranquilidade, mas como sou bastante perfeccionista, óbvio que estou longe de estar satisfeita com o que fiz, mas aprender a conviver com isso faz parte da vida. Aprender a conviver com as fraquezas nada mais é do que senão uma virtude.
Espero abraçar meus medos, angústias, fraquezas e defeitos nessas férias. Acho que isso não apenas me tornará alguém melhor para mim mesma, mas em termos de convivência com os outros também. Quando se está bem consigo mesmo, o resto simplesmente flui... Quando se ajeita o centro é como se o resto das coisas simplesmente se arrumassem sozinhas, quando na verdade, é que o centro está tão ótimo que não há motivos para se preocupar com o resto. Percebe-se que o resto é apenas o resto.
Espero estar aberta para me abrir com as outras pessoas. Ok, melhorei muito no quesito "conhecer pessoas novas", mas elas me conhecem e daí? Não é como se elas me conhecessem totalmente e é horrível ser amiga de uma pessoa e mesmo ainda sentir que você é um estranho para ela. É muito fácil deixar as pessoas se abrirem comigo, ter o dom escutá-las é um verdadeiro presente para mim e nunca vou conseguir expressar o quanto eu sou grata a esse "talento" que tenho, mas creio que preciso treinar muito ser ouvida. Eu simplesmente acho que ninguém está interessado no que tenho a dizer ou no que sou quando, nem sempre, é verdade. Algumas pessoas querem me escutar, várias pessoas na verdade, e elas simplesmente não me escutam por que eu não as deixo se aproximarem de mim por medo de verem minhas fraquezas e por isso se afastarem de mim sendo que no fim eu que me afasto delas por falta de intimidade. Tenho percebido que é exatamente o oposto que acontece: nas poucas vezes que eu tenho coragem para demonstrar minhas fraquezas para alguém, de chorar na frente do computar contando algo que me aborrece profundamente à alguém ou de simplesmente não mentir dizendo que está tudo bem, as coisas simplesmente fluem. Não só sinto uma proximidade maior com a pessoa, mas mais segura em relação ao carinho dela por mim e sentir segurança é  algo ótimo. É como se eu parasse de temer que um dia ela vai ver minhas fraquezas e me largar simplesmente por que ela já conhece minhas fraquezas e ainda está comigo.
Também vou ter que estudar um bocado nessas férias para recuperar algumas coisas que não saíram exatamente como planejado, mas faz parte. Voltarei com as crônicas também! Estou morrendo de saudades de escrever minhas crônicas. Também vou me dedicar a um velho projeto, cruzem os dedos!


E como será suas férias? Vão viajar? Nada de Uruguay para mim esse ano :/ 
Beijos
S.S Sarfati 
(senti saudades de assinar minhas postagens!)

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