A vida é feita de tantos temas subjetivos e abstratos que às vezes nos esquecemos de aprender, ou ao menos tentar, lidar com os temas mais exatos e pontuais que assolam a nossa existência neste planeta. Muito provavelmente não é todo mundo que entende esta minha inquietação, na verdade, arrisco a dizer que são poucas as pessoas que ficam se questionando sobre a origem do por que. Não estou dizendo quem questiona é melhor ou pior, estou apenas dizendo que há as pessoas subjetivas e abstratas enquanto há pessoas exatas e pontuais. Eu claramente sou uma pessoa subjetiva e abstrata.
Para todas as pessoas que, assim como eu, ficam divagando sobre a morte da batatinha (como diria minha mãe) é algo realmente difícil focar em temas mais cotidianos, mais sérios e talvez até mais importantes. Não fazemos por mal, é que nada parece tão importante como divagar.
Deve ser por isso que é tão difícil crescer: quando somos mais novos temos muito mais tempo, disposição e liberdade para divagarmos e quando crescemos o tempo e as responsabilidades tomam isto de nós. Trocam a pureza do livre pensar pelo pensar vinculado com responsabilidades. Nós meio que perdemos a autorização do livre pensamento, como se a partir de certa fase da vida nós só pudéssemos pensar em coisas sérias. 
Eu quero poder pensar sobre a reprodução assistida das batatinhas até o fim dos meus dias! Eu gosto disto. Mas também quero pensar em quanto preciso juntar para fazer uma tatuagem maneira ou em quanto custa uma casa com piscina no interior. Eu quero ser tudo ao mesmo tempo que não quero ser nada. Eu quero ser peso, quero ser pluma. Quero o céu e quero o mar. Há algo realmente de errado nisso?

Beijos
S.S Sarfati

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