Então estamos aqui, de novo.
Exatamente no mesmo ponto que estávamos a três anos atrás, qual é a nossa? Será que nós nunca vamos nos cansar desse joguinho infantil que estamos jogando? É ridículo, tosco e desgastante. Não sei por que insistimos nessa tecla. Será que não podemos simplesmente seguir em frente?
Claro que não. Seria o caminho mais fácil e nós não conseguimos nunca seguir o caminho mais fácil, somos dois viciados em dificuldades e caminhos difíceis. E sabe qual é a maior palhaçada? Mesmos sozinhos cometemos os mesmos erros com pessoas diferentes, mas tão erradas quanto a gente. Será que somos  tão viciados em antigos erros que nos tornamos viciados em nós mesmos? Na nossa antiga personalidade, nas antigas bobagens que cometíamos e nas que não acreditávamos que seríamos capazes de cometer. 
Tudo o que eu queria quando eu te conheci era ter paz e tranquilidade e sinceramente achei que tivesse encontrado quando cruzei com seu olhar pela primeira vez. Tão calmo e tão sereno que eu era capaz de escutar o barulho da brisa batendo em árvores nas tardes quietas de verão. Talvez você buscasse paz em mim também e nós somos o perfeito desastre de duas pessoas inquietas que buscavam calma nas outras pessoas, mas nunca em si mesmas. Sempre quisemos que alguém fizesse por nós o que nunca seríamos de fazer por nós mesmos.
Onde é que eu estava mesmo? Ah sim, nos encontramos mais uma vez.
Às vezes me pergunto qual é a do destino que insiste em nos juntar mesmo depois de termos decidido que cada um iria para o seu canto. Na teoria não somos donos do nosso próprio destino ou é o próprio destino que é dono das nossas vidas? Ou será que antes de tudo deveríamos aprender a não depositar nossa felicidade em alguém tão parecido com nós, mas nunca nós? Do que temos tanto medo? Será que temos medo de que quando nós finalmente controlarmos nossas vidas nós não vamos saber o que fazer com ela?


Beijos
S.S Sarfati

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