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Estamos em 2016 e uma verdade seja dita: nós nunca interagimos tanto uns com os outros como fazemos hoje com as redes sociais. Estamos conectados praticamente todas as horas do dia sabendo como está as férias, a família, os últimos filmes que foram assistidos no cinema, os gostos e o que as pessoas estão pensando. Nunca soube-se tanto sobre a vida alheia. Você pode nem conhecer muito bem uma pessoa, mas você sabe qual a posição política dela e se ela gosta de Friends ou não. 
É ótimo estar tão em contato com as pessoas, nunca mais ouvimos falar desse tal "perder o contato" com determinado alguém, mas por outro lado, está transformando-nos em uma geração viciada em pessoas. Nós nunca estivemos tão viciados uns nos outros.
Nós estamos absurdamente viciados em saber o que o outro está fazendo, o que o outro está pensando, o que o outro está planejando fazer. Nós estamos desaprendendo a esperar aqueles momentos de conversa no final de semana ou em encontros casuais para saber como anda a vida de alguém, seja quem for este alguém. 
Queremos tudo para ontem, queremos respostas no momento em que fazemos as perguntas. Estamos tão acostumados com uma vida online que esquecemos que todos nós temos uma vida fora dela com adversidades que precisamos respeitar. É complicado como nunca foi. 
Sempre achamos que é pessoal, que o vácuo que tomamos em algum aplicativo de bate-papo foi por algo que falamos, algo que somos, desinteresse por parte da outra pessoa ou qualquer outra coisa que nos coloque no centro do vácuo. Como se fossemos sempre culpados pelos vácuos que recebemos quando não! De jeito nenhum! Nós não somos culpados pelos vácuos que recebemos. O único culpado é a pessoa que, por algum motivo, não respondeu. Nós não sabemos da vida dela, o que ela está fazendo e, especialmente, qual motivo ela não nos responde! 
Em tempos de redes sociais, é importante não deixarmos os vácuos nos definirem. Somos mais do que as ignoradas que levamos. Ao contrário do que as redes sociais nos dizem, nós não estamos no centro de tudo, nossas vidas não são uma das mais importantes, não temos milhões de seguidores. Nós somos sozinhos, como sempre fomos. Só que ao contrário de antes, nós sofremos quando constatamos isso. Nós nos sentimos como se fossemos os únicos solitários em um mundo onde todo mundo tem milhões de seguidores. 
Para nossa própria sobrevivência é importante aprendermos a sermos felizes sozinhos e offline. 

Beijos
S.S Sarfati

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