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Eu estive na fossa há umas duas semanas. Sabe aquela coisa de estar meio desiludida, meio amarga e sem ver muito futuro feliz lá na frente? Exatamente eu. Claro que eu já havia passado por outras fossas antes, só que pela primeira vez eu compartilhei minha fossa com um outro amigo que estava na fossa. Foi uma espécie de fossa compartilhada e eu preciso dizer, foi ótimo. 
Um professor de Teatro que tive, certa vez disse que compartilhar um problema com algum amigo é uma dádiva porque quando a gente divide um problema ele passa a pesar metade do que ele pesava antes e eu não poderia concordar mais. Apesar do meu amigo e eu estarmos com praticamente o mesmo problema, dividir o meu problema com ele tirou um peso enorme das minhas costas e espero ter causado o mesmo efeito com ele. 
Nada é tão nosso quanto nossos sonhos e nossos problemas. Sério. Nada vai doer tanto em nós quanto nossas dores e mesmo que todo mundo já tenha passado por isso quando for a sua vez vai doer muito mais do que em qualquer outra pessoa. É normal. Só que ao ver o nosso problema estampado na cara de alguém tão próximo quanto um amigo isso toma outras proporções. Coloca tudo em perspectiva. Ao mesmo tempo que eu estava dando conselhos para ele, eu sentia como se estivesse me aconselhando uma vez que o que estávamos com a mesma dor. 
Enquanto nós estávamos na pista de dança, batendo cabelo, bebendo e se divertindo um pensamento surgiu na minha cabeça: nós aceitamos a sina que acreditamos merecer. 
Quando passamos por alguma desilusão, principalmente desilusão amorosa, é comum pensarmos que temos alguma sina, algum carma, algum dedo podre ou qualquer coisa assim sendo que nosso erro foi escolher a pessoa errada para termos a atitude certa. É como se batêssemos na trave e isso pode ser mais frustante do que errar totalmente.
Nós não podemos deixar alguns (ou até mesmo vários) erros passados definirem nosso futuro. Nós não temos sina nenhuma, só que a que acreditamos ter. Eu sei que isso daqui tá parecendo texto de auto-ajuda, mas, na verdade, é um apelo a pararmos de nos culparmos por tudo. Pararmos de achar que nós temos algum defeito horrível e único porque isso não é verdade. Muitas vezes nos convencemos que temos defeitos que não temos realmente e isso é horrível. Merecemos viver livremente e sem sinas.

Beijos
S.S Sarfati

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