Sendo este o segundo livro do meu projeto pessoal de leitura no transporte público (o primeiro foi Como Ser Popular da Meg Cabot, já leu a resenha dele?), Fahrenheit 451 conta a história de um futuro não muito distante em que as casas são feitas de um material que não pega fogo e por isso a única função dos bombeiros passou a ser a de queima de livros. Já imaginou? O que parece ser o pesadelo de muitos leitores era o cotidiano de Guy Montag, um bombeiro dedicado e obediente. O simples fato de ter livros, mesmo sem lê-los já era um crime. 
O livro deu origem a uma das obras primas do diretor francês François Truffaut, o único filme dele em língua inglesa, homônimo de 1966, foi escrito por Ray Bradbury em 1947 e só publicado mais de cinco anos depois em 1953. Eu assisti ao filme em 2014 e rapidamente se tornou um dos meus filmes favoritos e desde então tenho o ebook. 
Considero essa uma das melhores adaptações cinematográficas que já vi, ainda que de maneira esperada o filme não tenha mostrado tanto os detalhes quanto é possível ver no livro, mas nada que prejudique o entendimento da história. Entretanto, por mais estranho que possa parecer, o filme me agradou mais. Talvez por já saber o que acontecia ou por ter sido supreendida por ainda mais informações do que eu esperava o livro não me prendeu tanto quanto eu esperava.
Sem dúvida é uma história interessantíssima, mas a maneira que o livro é escrita não me agradou muito - inclusive já vi vários comentários como este na internet quando o assunto é este livro. É um bom livro, não me entendam mal, mas não é carismático. Talvez não tenha sido escrito para ser. 
É assustador refletir alguns dos aspectos presentes na sociedade retratada no livro e pensar como a nossa é parecida. Não sei o que me assusta mais, a capacidade do autor de "prever o futuro" ou a possibilidade de um dia estarmos queimando livros (afinal, a Igreja Católica e o Nazismo já fizeram isso). Ao contrário das outras distopias, mesmo as mais modernas como Jogos Vorazes e Divergente, não houve um componente político para o clímax do livro: não foi uma autoridade política que disse que os livros deveriam ser queimados e sim a própria sociedade que trouxe isso para si. Na verdade, a política é mencionada uma única vez no livro todo mostrando porque Fahrenheit 451 é um livro tão diferente das demais distopias da sua geração (pós segunda guerra/guerra fria), não é o sistema político que oprime e sim a própria sociedade e isso que torna tão plausível o futuro retratado no livro. 

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Beijos
S.S Sarfati

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